São Paulo (AE) – O campeonato paulista acaba apenas no dia 6 de maio. Mas para Corinthians e Palmeiras, a decisão é às 16h, no Morumbi. Quem perder, além de carregar o trauma de sucumbir diante do maior rival, praticamente dá adeus às chances de chegar às semifinais. O vencedor embala e ganha moral para arrancar rumo aos primeiros lugares. Empate significa morrerem abraçados.

O principal clássico do Estado está carregado de expectativas. E cercado de dúvidas. Passar de fase na Copa do Brasil realmente espantou a crise do Parque São Jorge? Ganhar do São Caetano no ABC e acabar com jejum de seis jogos no estadual provou que o Palmeiras, enfim, se encontrou?

A certeza é que nos últimos dias recuperaram o ânimo, a confiança e a alegria. Agora, lutam para manter o sorriso. Com fórmula estranha para quem necessita da vitória. Ambos os treinadores abusam da cautela, excesso de respeito ao adversário e poucas palavras. Provocar está proibido.

O Corinthians vai manter o esquema 4-4-2 dos últimos jogos, mas reforçará a marcação, com a entrada de Daniel para neutralizar Edmundo. ?Se deixarmos o Edmundo livre, fazendo o que quer, ele deita e rola pela qualidade que tem?, adverte o zagueiro Marinho. ?Temos de tirar o espaço dele?.

De volta ao time após quatro jogos se recuperando de contusão, o zagueiro garante estar preparado para encarar rivais que jamais enfrentou. ?Se estão no Palmeiras, é porque têm qualidades e merecem atenção?.

Para o Palmeiras, o clássico é a maior chance de auto-afirmação do time no Paulista. Depois de uma série de seis jogos sem vitórias, quebrada diante do São Caetano, os jogadores sentem que ?é hora de deslanchar?, como definiu o zagueiro David.

O técnico Caio Júnior concorda. ?Eu sempre falei que este time estava no caminho?. Respaldado pela diretoria e elogiado pelos jogadores, o treinador não esconde que a maior ambição do Palmeiras é o brasileiro. ?Claro que queremos muito conquistar o paulista. Mas temos a cabeça no lugar. Este time ainda está em formação?.

Empatado em pontos com o Corinthians (16), o Palmeiras leva desvantagem no número de vitórias (4, contra 5). Segundo o matemático Tristão Garcia, quem perder passa a ter só 3% de chances de classificação.