A Série B mal começou e o Paraná Clube já está sob pressão. A derrota para o Avaí -1×0, revoltou a torcida. Mais do que buscar reabilitação, o time do técnico Paulo Bonamigo terá dois jogos fora de casa para reconquistar a credibilidade junto à sua galera. Bastou o apito final trilar para o descontentamento da torcida explodir em gritos e até tentativa de agressão.

?O torcedor tem razão. Paga o ingresso para ver o time vencer e jogar bem?, disparou o capitão Luís Henrique. ?Faltou hombridade ao time. Não fomos nem sobra daquele time aguerrido de jornadas anteriores e isso tem que mudar já?, afirmou o zagueiro logo após a partida. Esta, foi a versão ?light? do que ocorreu após a partida. O tom nos vestiários foi bem mais intenso (e ríspido). Os mais ?rodados? fizeram duras cobranças ao grupo, assegurando que só quem estiver no espírito da Segundona deve permanecer.

Para Luís Henrique, nem mesmo os desfalques e a mudança de última hora -durante a preleção, chegou a notícia de que Agenor estava impossibilitado de atuar, por conta de um mandado de segurança obtido pelo Brasiliense – servem como desculpa. ?Um grupo que quer chegar, não pode depender de dois ou três jogadores. Perdemos porque não nos aplicamos da forma que devíamos. O time, na minha visão, foi irreconhecível, sem alma?, comentou o capitão, sem meias palavras.

Esse comportamento apático não passou desapercebido pelo exigente torcedor paranista. Mais do que pedir reforços -?ôôô, queremos jogador? – a massa foi na veia, gritando que é preciso ter raça para vestir a camisa tricolor. Se num primeiro momento, os protestos se limitaram à arquibancada, na seqüência alguns mais exaltados foram até a saída dos vestiários. Houve tumulto num enfrentamento com o zagueiro Daniel Marques, mas a situação foi contornada pelos seguranças e por dirigentes (que impediram o envolvimento de outros atletas na confusão).

Fatos que não foram comentados por dirigentes e atletas no dia seguinte. Paulo Bonamigo preferiu manter seu foco na necessidade do time reagir, com equilíbrio emocional e evolução técnica. ?No geral, pecamos em tudo. Fomos um time desagrupado, que não conseguiu imprimir a dinâmica de jogos anteriores?, afirmou Bonamigo. ?Nossa posse de bola foi mal administrada e nos limitamos a chutes sem efeito algum e cruzamentos controlados pela zaga adversária?, encerrou o treinador.