Apesar da reação demonstrada nas duas últimas rodadas, o Paraná terá que elevar significativamente o seu desempenho neste returno para seguir com chances de acesso. Na primeira metade, o time de Dado Cavalcanti alcançou o 3.º lugar, com 63,16% de aproveitamento. Agora, os números são modestos: 39,39% de rendimento. Na prática, o Tricolor precisa de cinco vitórias nessas oito rodadas para atingir a marca dos 64 pontos. Um desempenho de 62,5%, muito parecido com o que o clube fez na primeira metade da disputa. Os jogadores até trabalham com essa margem, mas preferem seguir a cartilha de Dado Cavalcanti, focando sempre jogo a jogo. “Não adianta ficarmos pensando lá na frente. O que vale mesmo é o nosso próximo compromisso, frente ao Atlético Goianiense”, lembrou o goleiro Luís Carlos, um dos destaques do Paraná nesta temporada.

Para atingir o “número mágico”, o Tricolor teria que buscar pelo menos uma vitória fora de casa, além de assegurar rendimento máximo na Vila Capanema. “Serão oito decisões. É claro que em casa, com o apoio da torcida, é melhor de jogar. Mas, temos que estar preparados para fazer bons jogos, independente do estádio onde atuaremos”, afirmou o camisa 1. Para o goleiro, o fato do time ter recuperado o “espírito vencedor” será decisivo nestes confrontos. “Caímos de produção, mas demos a volta por cima a tempo. Agora, é manter esse foco”, admitiu o jogador.

No returno, o Paraná é apenas o 13.º colocado, tendo o pior desempenho entre os sete clubes que brigam por duas vagas no G4. “Já passou. Vejo o time pronto para repetir o desempenho do primeiro turno. É disso que precisamos”, cravou Luís Carlos. O Tricolor encara, nesta reta final, Atlético-GO, Palmeiras, Chapecoense e Icasa, na Vila Capanema, e joga fora contra Joinville, Boa, Sport e Guaratinguetá.