Rejeitados pelas diretorias de Coritiba e Atlético, o meia Alexander Baumjohann e o atacante Crysan vivem momentos distintos com os ex-clubes. Enquanto o alemão foi aprovado pela torcida, o atacante, revelado pelo Furacão, saiu pela ‘porta dos fundos’ e não pretende voltar. Em comum, apenas o fato que dificilmente voltarão aos ex-clubes.

Na última sexta-feira (12), Baumjohann revelou que seu desejo de ter permanecido no Coxa, mas disse que sequer foi procurado pelo presidente Samir Namur.

“Depois do último jogo (contra a Chapecoense), estava esperando a eleição, para ver quem seria o presidente, o técnico, e estava esperando alguma resposta do clube. Mas ninguém entrou em contato comigo nem com meu empresário (o ex-jogador Lincoln)”, disse ele, em entrevista à rádio Transamérica.

Baumjohann fez apenas dois jogos pelo Coxa em 2017. Foto: Marcelo Andrade
Baumjohann fez apenas dois jogos pelo Coxa em 2017. Foto: Marcelo Andrade

Segundo o próprio atleta, de 30 anos, o seu contrato com o Coritiba tinha uma cláusula com opção de renovação por mais um ano, mas ela não foi exercida.

“A parte financeira não seria problema, porque jamais queria deixar o clube só com dois jogos, caindo para a segunda, não foi minha expectativa. Com certeza, ficaria se tivesse um jeito, mas ai o clube não se esforçou, não entrou em contato”, prosseguiu.

Crysan

Já Crysan ainda tem vínculo com o Atlético até o final deste ano, onde está emprestado ao Cercle Brugge, da segunda divisão da Bélgica. Por la, ele jogou 22 partidas e marcou três gols, mas garante estar adaptado ao futebo europeu.

“Sou o único que atuou em todos os jogos até agora, é um clube que está agregando muito na minha carreira taticamente e tecnicamente”, afirmou. Até por isso, não pretende voltar ao Rubro-Negro.

Crysan atualmente joga no Cercle Brugge, da segunda divisão da Bélgica. Foto: Arquivo
Crysan atualmente joga no Cercle Brugge, da segunda divisão da Bélgica. Foto: Arquivo

“É uma possibilidade, tenho contrato, mas não penso nisso agora, porque estou tendo oportunidade de jogar no Cercle e todos me passam confiança. Isto está refletindo positivamente na minha carreira”, declarou ele.

Uma confiança que ele não teve no Atlético. O atacante acredita que o excesso de expectativas gerada após o bom início no time profissional atrapalhou a trajetória na Arena da Baixada.

No primeiro ano como profissional, em 2015, o jogador, então com 18 anos, terminou como terceiro melhor artilheiro do Furacão na temporada, com cinco gols. No mesmo ano, entretanto, acabou afastado do time, no mês de maio, após uma “noitada” com o meia Marcos Damasceno.

“Quando subi, fui o artilheiro da equipe no Paranaense, continuei como um dos artilheiros no ano, mas como todo jogador jovem tem queda de rendimento e o Atlético é um clube grande. A cobrança que vem é grande também”, afirmou o atleta de 21 anos.

Após o episódio de indisciplina, Crysan ainda teve novas oportunidades no clube em 2016. Mas, durante a vitória por 5×0 sobre o Dom Bosco, pela Copa do Brasil, ele anotou um gol e pediu para a torcida ficar em silêncio. Logo em seguida, para piorar, viu que o gol foi anulado. Foi o estopim para nova revolta dos atleticanos.

Depois disso, foi emprestado para o Oeste, antes de voltar ao Furacão, em 2017. Logo em seguida, veio o empréstimo ao Cercle Brugge.