Os atos de vandalismo que marcaram os dois últimos Atletibas que aconteceram na Arena, não ficarão impunes para os depredadores. Seis torcedores que foram detidos por destruir as cadeiras serão intimados a comparecer no Juizado Especial Criminal. Os acusados estão livres de ficar presos, mas não vão escapar de pagar pelos danos cometidos, ou com penas alternativas.

No dia 18 de abril, na final do Paranaense, a torcida atleticana revoltou-se com o resultado e quebrou 392 cadeiras. Neste dia, três homens foram detidos por policiais militares e levados ao 3.º Distrito Policial, que atende as ocorrências no final de semana. No último domingo a cena se repetiu e outros três foram detidos por destruir 18 cadeiras.

Pena

De acordo com o delegado do 3.º Distrito Policial, Carlos Castanheiro, no caso de depredação de patrimônio particular, os acusados respondem por um Termo Circunstanciado (TC). Eles são ouvidos pelo delegado do distrito da área, no caso o 2.º DP (Rebouças) e liberados. Depois o delegado envia o termo ao Juizado Especial Criminal, que irá marcar uma audiência com os acusados e com a parte lesada, no caso o Atlético. “Se os acusados se negarem a pagar pelos danos, terão que prestar penas alternativas, como pagamento de cestas básicas ou serviços à comunidade”, explica Castanheira.

As audiências dos termos enviados no mês de abril ao Juizado devem acontecer em julho.