A estrela de Dida brilhou e foi decisiva para o Milan derrotar a Juventus, ontem, e conquistar seu sexto título europeu. O goleiro brasileiro fez três defesas, nas cobranças de pênaltis, e garantiu a vitória por 3 a 2 sobre o rival italiano. O clássico que definiu a Liga dos Campeões, na Inglaterra, ficou no empate por 0 a 0, no tempo normal e na prorrogação.

Os 63 mil torcedores que foram ao Old Trafford viram um duelo equilibrado, em que não faltou marcação forte e com poucos lances de emoção. No primeiro tempo, o Milan demonstrou mais disposição para o ataque e chegou a ficar em vantagem, aos 8 minutos, com gol de Shevchenko, em seguida anulado porque o árbitro alemão Markus Merk deu impedimento de Filippo Inzaghi.

A Juventus tratou de defender-se, em estratégia da qual é especialista, e só se soltou no fim da fase inicial, quando tentou levar perigo para Dida. Mas foi o Milan que teve outra boa chance, em cabeçada de Inzaghi à queima-roupa que Buffon defendeu.

A equipe de Turim reagiu no segundo tempo e teve sua melhor oportunidade aos dois minutos, em uma cabeçada de Conte havia acabado de entrar, no lugar de Camoranesi que bateu na trave. A Juve, além disso, ensaiou pressão, mas voltou a ser dominada pelo Milan. Ainda nessa etapa, o novo campeão europeu recorreu a Serginho (substituiu Pirlo) e a Roque Júnior (entrou na vaga de Costacurta). Rivaldo ficou no banco.

Os dois grandes da Itália não quiseram arriscar no tempo suplementar, em que estava previsto o “gol de prata” (se alguém marcasse, o jogo prosseguiria até o final do tempo).

Nos pênaltis, Dida mostrou eficiência, ao pegar chutes de Trezeguet, Zalayeta e Montero, enquanto Birindelli e Del Piero marcaram. Buffon defendeu as cobranças de Seedorf e Kaladze, mas não parou os chutes de Serginho, Nesta e Shevchenko.