Goiânia –Domingo à tarde, jogando em casa, o Juventude vai tentar algo que Vitória, Atlético Paranaense, Corinthians, São Caetano, Santos, Atlético Mineiro, Ponte Preta, Figueirense, Vasco, Paysandu, Grêmio, Paraná e Cruzeiro não conseguiram nas últimas 13 rodadas: vencer o Goiás. Situação no mínimo curiosa para a equipe que ocupa apenas a 18.ª posição da classificação do campeonato brasileiro.

“Não foi nada além do normal no primeiro turno, o problema é que nada estava dando certo com a gente”, disse Dimba, artilheiro da competição com 20 dos 42 gols marcados pelo Goiás, referindo-se ao saldo do malfadado primeiro turno, em que o time goiano chegou a ficar na lanterna por 16 rodadas.

Dimba, que vai completar 30 anos em dezembro, admite que o padrão de jogo mudou com a chegada do técnico Guga em lugar de Candinho, mas não credita só ao trabalho do gaúcho a incrível reviravolta da equipe. “O importante foi a persistência de cada jogador. Sempre assumíamos os nossos erros e tentávamos melhorar. Passada a fase ruim, isso fortaleceu o grupo. A união foi fundamental, e os resultados estão aparecendo”, explicou o atacante.

Não é à toa que Dimba mostra facilidade em fazer gols ano passado, pelo Gama, foi vice-artilheiro do brasileiro. “Sou um cara perfeccionista, quando erro trabalho em cima daquele erro até corrigir.”

Ex-jogador do Botafogo, Bahia, Portuguesa e Gama, o atacante não se empolga com a idéia de voltar a jogar num grande centro. “Honestamente, clube bom é o que paga em dia. E estou muito satisfeito aqui no Goiás”, avisou Dimba.

O Juventude, adversário de domingo, traz boas lembranças ao Goiás. A equipe gaúcha foi uma exceção na trajetória do grupo então comandado por Candinho: levou uma sapecada do Goiás, 7 a 0 no Serra Dourada a maior goleada do brasileiro.