Preocupado com críticas a certos jogadores – e a visível apreensão do torcedor com o momento instável da equipe -o diretor técnico Fernando Moreno convocou a imprensa para alguns esclarecimentos. Com especial atenção ao fato de que alguns atletas vêm jogando ?no sacrifício?. Os casos mais recentes são os do volante Léo e do zagueiro Luís Henrique, que convivem com tendinites em seus joelhos. ?E não são os únicos?, afirmou Moreno. ?Temos ainda dificuldades com jogadores como Goiano e Cristian, sem contar André Luiz e Leonardo, em fase de recuperação.?

Para Fernando Moreno, as más jornadas contra Avaí e Fortaleza podem ter deixado uma imagem equivocada sobre o grupo paranista, de falta de interesse, de empenho. ?Nós, que estamos aqui dentro, sabemos que é justamente o oposto. Nosso grupo está comprometido com essa meta de voltar à primeira divisão?, assegurou Moreno. O coordenador do departamento de futebol paranista considera essa situação circunstancial e garante que os ajustes já estão sendo processados. ?Esbarramos em situações inesperadas e os jogadores têm tentado superar esse quadro com muita raça e profissionalismo.?

Fernando Moreno admite que o fato de precisar recorrer a atletas que não estão em perfeitas condições expõe uma fragilidade do elenco. ?Há situações circunstanciais?, disse, usando como exemplo a questão envolvendo Agenor, que foi sacado do jogo contra o Avaí após a preleção, devido à ação judicial movida pelo Brasiliense. ?No geral, todos clubes passam por dificuldades. O Paraná está trabalhando para corrigir essas questões e até o início da próxima semana teremos novidades em relação a reforços?, anunciou. Independente da chegada de novos valores, esses jogadores baleados vão receber um período de descanso. Nas próximas semanas, Goiano -que ainda não jogou nessa Série B -, Cristian e Léo seguirão em tratamento, sem jogar.

A exceção pode ser Luís Henrique, dependendo da total recuperação ou não de Daniel Marques. ?Vamos zerar essas questões clínicas. A competição é longa e entendo que o Paraná deve estar com uma base sólida. Quando entrarmos entre os primeiros quatro colocados, não vamos mais sair?, citou Moreno, usando como exemplo o Atlético Mineiro de 2006, que conviveu com dificuldades, mas reverteu o quadro e arrancou para o título da Série B, voltando à primeira divisão. ?Se me perguntarem se há preocupação, é claro que há. Afinal, somamos só 16% dos pontos disputados. Mas, estamos aparando arestas e corrigindo pontos essenciais para mudarmos esse quadro?, encerrou o diretor técnico paranista.