“Não vejo a hora da bola rolar.” O presidente Aurival Correia resumiu, assim, o sentimento do próprio torcedor paranista, ansioso por ver em ação o novo time. O Paraná Clube conseguiu driblar suas limitações financeiras para armar uma equipe competitiva, “capaz de brigar pelo título estadual”, nas palavras do técnico Paulo Comelli. Catorze contratações e muitas dispensas depois, o Tricolor entra na contagem regressiva para a largada do Paranaense, dentro de duas semanas, frente ao J. Malucelli (ou Corinthians Paranaense?), no Janguitão.

Na prática, falta apenas uma peça para o encerramento do ciclo de contratações. Porém, diante das restrições do mercado, o clube já admite deixar para depois o acerto com mais um zagueiro. Rogério, do Bahia, chegou a definir bases salariais. Mais uma indicação de Comelli, que trabalhou com o atleta no tricolor baiano. Porém, após alguns coletivos na Boa Terra, o técnico Gallo solicitou à diretoria do Bahia a permanência do jogador, inviabilizando a transação. “Lamento, pois esse jogador se encaixaria perfeitamente naquilo que necessitamos”, disse Comelli.

O treinador, assim, terá apenas João Paulo e Douglas para o setor, já que os outros zagueiros do elenco são canhotos. “Eventualmente, o Agenor pode quebrar um galho por ali, se necessário”, admitiu o treinador. Comelli começa a montagem do time a partir desta segunda-feira, realizando apenas um teste de campo para o novo time. O Paraná confirmou ontem a realização de um jogo-treino contra o Iguaçu, espécie de “filial” do Tricolor, que cedeu mais de uma dezena de atletas para a equipe de União da Vitória. A atividade será na próxima sexta-feira (16), às 16h, no Durival Britto.

Até lá, a comissão técnica pretende realizar ao menos um coletivo, onde será possível se ter uma noção da equipe-base que o treinador pretende utilizar para a estréia no estadual. Comelli nunca escondeu a intenção de armar a equipe num 4-4-2 e o direcionamento dado às contratações é um indicativo disso. Aliás, o técnico pretende tirar proveito do conhecimento que possui desses jogadores “escolhidos a dedo” para acelerar a busca pelo padrão de jogo ideal. “Dependemos do encaixe das peças. Mas, pelo que conheço desses jogadores, vamos superar esse obstáculo”, disse Comelli.

A partir de segunda, a serenidade dá lugar a uma disputa mais intensa por uma vaga no time, sendo que em alguns setores a briga promete. Em especial no meio-de-campo e no ataque, onde a comissão técnica dispõe de várias opções.