A convocação do atacante Diego Tardelli para a seleção brasileira pode ter surpreendido muita gente, mas foi um processo natural de acordo com o treinador Dunga. Para ele, o jogador merece ser chamado devido ao desempenho que mostrou nas duas últimas temporadas, primeiro no Flamengo e agora no Atlético-MG.

“Ele vem de dois anos com ótimo rendimento, mantendo uma boa média, fazendo gols. Já estamos observando o jogador há algum tempo, ele nos agrada e agora teve sua chance. Existe um consenso na comissão técnica: quando um jogador está bem, chamamos para observá-lo”, disse o técnico.

Tardelli foi a maior novidade na convocação para o amistoso contra a Estônia, no dia 12 de agosto, em Tallin. Outro nome diferente com relação à lista de Campeões da Copa das Confederações é o lateral-esquerdo Marcelo, do Real Madrid.

“O Marcelo esteve com a gente na Olimpíada, e foi bem. Depois ele mudou de posição e o rendimento não foi o mesmo, por causa da adaptação. Agora, jogando de novo na lateral ele terá uma nova oportunidade”, explicou Dunga.

A inclusão de Tardelli e Marcelo – nos lugares de Alexandre Pato e Kléber – são duas das três mudanças com relação ao time campeão na África do Sul. A outra é a ausência do goleiro Victor, do Grêmio, já que apenas dois jogadores foram chamados para a posição.

Dunga admitiu que, a partir de agora, a tendência será mesmo a de mudar poucas peças. “Com o passar do tempo, sem dúvida as coisas começam a afunilar. É aquilo que já falei algumas vezes: o grupo está cada vez mais competitivo, com espírito de seleção e quem quiser entrar terá de se esforçar muito”, disse.