Com as expulsões de Capixaba e Gilmar,
as armas dos dois treinadores sumiram,
e a criatividade também.

Eficaz na marcação, mas inoperante no ataque. Já se passaram onze rodadas e o Paraná Clube ainda não encontrou seu ponto de equilíbrio. Mesmo assim, o empate frente ao Coritiba foi bem aceito. Já são seis rodadas consecutivas sem vitória. Neste período, foram obtidos quatro empates (três deles fora de casa). A campanha não é ruim, mas o longo “jejum” impede o crescimento na tabela de classificação.

Quando superou o Cruzeiro última vitória do Paraná, há quase dois meses o time de Paulo Campos chegou à sétima colocação. Hoje, mesmo sem sofrer derrotas vexatórias como nas primeiras rodadas, está relegado a uma posição intermediária no Brasileirão. Todos saíram do estádio cientes de que tecnicamente o clássico não foi bom. “Sobrou determinação e aplicação tática. Não foi um jogo bonito, mas clássico é assim mesmo”, resumiu o volante Axel. Mais uma vez o capitão foi o principal destaque do Tricolor.

Além de comandar o sistema defensivo do time, foi o jogador do Paraná que mais arrematou a gol e de quebra marcou um golaço. “Em um jogo fechado, o elemento surpresa faz a diferença. Por isso, sempre que encontrei espaço tentei finalizar de fora da área”, disse. “Fui feliz naquele lance, pois quando dominei, a bola ficou certinha para o chute”, recordou Axel. Líder dentro e fora de campo, ele reconhece que o Paraná ainda precisa acertar o seu setor de criação. Os números mostram isso: neste período de “jejum”, foram marcados apenas 4 gols (com 6 sofridos). Paulo Campos aposta na chegada de reforços, como o meia Canindé (que se apresenta quinta-feira), e na utilização de jogadores como Nélio e Cristian, para melhorar a criatividade do Tricolor. Canindé, porém, só deverá estrear no clássico frente ao Atlético. Nélio terá sua documentação regularizada na CBF ainda hoje e Cristian, dependendo de nova avaliação do departamento médico, pode ficar à disposição para o jogo frente ao Palmeiras, no próximo domingo.