Edu Marangon gostou do
desempenho da equipe.

Pragmático, o Paraná Clube trocou o “futebol vistoso” por três pontos. O técnico Edu Marangon destacou a perfeita adaptação de seu time às dificuldades do jogo, em Maringá, frente ao Fluminense. O resultado foi a vitória (2×0) e o fim do incômodo jejum que já se estendia por cinco rodadas. O Tricolor subiu duas posições e segue em busca das metas estabelecidas pela comissão técnica. Porém, se o objetivo final é uma das vagas à Libertadores, Edu Marangon já definiu o plano de ação para chegar à esta colocação, pensando em um adversário de cada vez.

“Não adianta ficar vislumbrando uma possibilidade futura se não subirmos um degrau de cada vez”, ponderou o treinador. Sob essa diretriz, o Paraná entra na “semana do Bahia”, onde todos os treinos e palestras serão voltados para o jogo do próximo domingo, na Fonte Nova. No domingo, o Tricolor completou três jogos (e duas semanas) sob o comando de Marangon. “Por mais que tivéssemos informações, a gente só vai conhecendo o grupo com a seqüência de treinos e jogos”, comentou. “As próximas semanas serão importantes para que ajustemos a equipe visando a reta final do Brasileirão”, lembrou.

O Paraná teve comportamentos distintos nos três últimos jogos, frente a Guarani, Goiás e Fluminense. “Creio que agora atingimos um equilíbrio, fator importante para que continuemos evoluindo e ganhando posições”, disse Edu. Se as oportunidades desperdiçadas preocupavam – diante do Flu, o aproveitamento já foi bem melhor – a segurança defensiva foi elogiada pelo treinador. O Tricolor sofreu somente um gol nos três últimos jogos. Até então, a defesa era alvo de críticas. “Vi, nos últimos jogos, um time seguro e que deu poucos espaços aos adversários”, comentou.

Edu Marangon elogiou as atuações de Fernando Lombardi, que aproveitou a ausência de Cristiano Ávalos para mostrar seu futebol nas duas últimas partidas. Mesmo não sendo adepto do 3-5-2, o treinador paranista não descarta a possibilidade de lançar mão desta estratégia eventualmente, ante a boa condição técnica de Ávalos, Lombardi e Ageu. “É uma questão a ser pensada, pois o Paraná já tem um estilo de jogo muito bem definido”, lembrou.

Mesmo com a ausência de Marquinhos, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o técnico não deve mexer na estrutura tática do time no jogo frente ao Bahia. Mas, com várias opções, não deu qualquer pista a respeito do eventual substituto. Com Goiano e Émerson, adotaria um meio-de-campo mais cauteloso. Teria ainda as alternativas de Fernandinho e Rodrigo Silva para assegurar a mobilidade ofensiva. Marangon vinha procurando, desde que chegou ao time, uma opção de velocidade. “O Rodrigo mostrou esta virtude nas últimas partidas e nos treinos”, comentou. Em Maringá, ele arrancou com a bola dominada até sofrer a penalidade máxima, no último minuto do jogo.

Renaldo perto de superar Maurílio

Com os dois gols marcados em Maringá, o Paraná manteve em 1,71 gol/jogo a sua média neste Brasileirão. O Tricolor tem o sexto melhor ataque da competição, posição prejudicada pelo jejum de cinco rodadas sem vitórias, com baixo índice de aproveitamento ofensivo. Renaldo e Marquinhos vão disparando na “briga interna” pela artilharia. Eles estão com 12 e 11 gols, respectivamente, muito à frente dos zagueiros Ageu e Cristiano Ávalos, com 4 gols cada.

Esta “queda” – o Tricolor já teve o segundo melhor ataque, com média de 2 gols/jogo – está diretamente ligada ao rendimento de Caio e Maurílio, que estão perseguindo os gols, mas sem a pontaria ideal. Contra Fluminense, Maurílio não contou com a sorte, ao escorar um cruzamento de Renaldo e parar nos pés de Kléber. Os dois têm apenas três gols neste Brasileirão. A tendência é que Maurílio perca para Renaldo a condição de maior artilheiro do Paraná em um campeonato brasileiro. No ano passado, ele balançou as redes 14 vezes.