Eduardo da Silva joga há anos na Croácia e é ídolo no país, mas ainda não conseguiu esquecer totalmente o Brasil, seu país de origem. Naturalizado croata, ele enfrentará a curiosa situação de ter que encarar seus compatriotas em uma Copa do Mundo em casa.

Até por isso, o jogador admite que está com os sentimentos balançados e sequer sabe como reagirá na hora que os hinos dos dois países tocarem no Itaquerão, em São Paulo, na quinta-feira, quando os adversários darão o pontapé inicial do Mundial. Quando o assunto é uma eventual comemoração de gol contra o Brasil, Eduardo diz que não sabe que tipo de reação pode ter e nem se comemoraria.

“Primeiro preciso marcar, o mais importante é acabar o jogo com o resultado positivo. Não sei se comemoraria ou não, honestamente não sei mesmo”, disse o atacante, que tem Romário como grande ídolo. “Pelo que fez no Barcelona e na Copa, foi assim que passei a admirá-lo”, explica.

Eduardo nunca jogou em seu país natal e deixou o Brasil aos 16 anos para se aventurar no futebol croata. Até por isso mesmo o português já não sai com a mesma facilidade de um nativo. Ainda assim ele admite o nervosismo para a partida, mas acredita que o frio na barriga passará naturalmente.

“Claro que há ansiedade, mas acho que não sou só eu. Você fica nervoso até a bola rolar, depois isso passa e você aproveita o jogo. Tenho dupla nacionalidade, mas por enquanto estou bem. Não posso dizer se sentirei algum nervoso, mas acho que será um dos melhores dias da minha vida”, projetou.