Apesar de o presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia, ter assumido como promessa de campanha, em 2011, que em dez anos levaria o Furacão a um título mundial, a preocupação rubro-negra para 2013 é outra. Com o orçamento apertado, e sem a Arena da Baixada, o clube terá que lutar contra o “efeito golfinho” -aquele que atinge alguns clubes que sobem num ano e descem no outro para a Segundona nacional. Desde 2005 essa escrita se repete na Série A do Campeonato Brasileiro, ou seja, dos que voltam à elite, pelo menos um cai.

Na era dos pontos corridos, só não foi assim em 2004. Palmeiras e Botafogo, que haviam conseguido o acesso em 2003, se mantiveram na Primeirona no ano seguinte. Mas foi por muito pouco que o time carioca não voltou para a Série B: terminou na 20.ª colocação – um ponto à frente do Criciúma, primeiro time que abriu, naquele ano, a zona de rebaixamento.

Em 2005, o Brasiliense, que conseguiu o acesso no ano anterior, terminou a Série A como lanterna e não evitou a volta para a Segundona. Em 2006, foi a vez do Santa Cruz, que subiu junto com o Grêmio, mas acabou na última colocação do Brasileirão.

Depois do América-RN subir em 2006 e ser lanterna no anos seguinte, a temporada de 2008 marcou a queda de dois times que haviam subido para a Série A em 2007. O lanterna Ipatinga e a Portuguesa, penúltima colocada, mantiveram a escrita. Em 2009, foi a vez do Santo André, na 18.ª colocação, não se manter na Série A.

Em 2010, o Guarani terminou na 18.ª colocação. No ano passado, o América-MG sentiu o gosto da elite do futebol brasileiro por apenas um ano, e caiu. Neste ano, apenas um dos quatro times que subiram para a Primeira Divisão no ano passado sucumbiu: o Sport Recife, que ficou na 17.ª posição.

O Atlético aposta na volta dos sócios para novamente criar raízes na Série A – o clube ficou de 1996 a 2011 entre os grandes. “Queremos nossos sócios de volta. Somente assim conseguiremos formar um grande time, capaz de fazer uma grande temporada em 2013”, enfatiza o vice-presidente de futebol atleticano, João Alfredo Costa Filho. Caso contrário, o “efeito golfinho” pode rondar não só o Furacão, mas Goiás, Criciúma e Vitória, que também carimbaram o passaporte este ano.