O atacante Diego Forlán está se sentindo mais do que nunca em casa no Brasil. Ele vai completar nesta quinta-feira, contra a Nigéria, 100 jogos com a camisa do Uruguai, sendo o primeiro jogador do país a atingir a expressiva marca.

“Na realidade é um orgulho ser o primeiro jogador a chegar a essa quantidade de jogos com a camisa do Uruguai. Nunca imaginei completar isso na carreira”, diz, lembrando que está feliz por estar no Brasil, onde seu pai, Pablo Forlán, fez história. “Para mim, jogar aqui é algo que acredito que pessoalmente é bom. Estou muito feliz, é o lugar onde meu pai jogou, e ter o reconhecimento do povo no caso de Recife foi fantástico.”

Sem muito espaço no futebol italiano, Forlán optou por jogar no Brasil na última temporada e acertou sua transferência para o Internacional. Mas logo que chegou demorou a engrenar. Neste ano, ao contrário, brilhou, levou o clube gaúcho ao título estadual e se tornou artilheiro.

Agora, contra a Nigéria, ele pensa em brilhar novamente na Fonte Nova – contra o Vitória, o atacante fez um gol no estádio, pelo Campeonato Brasileiro, no empate por 2 a 2. “Eu joguei lá, tive a oportunidade de fazer gol, e como já falei para os colegas uruguaios, é um orgulho. Mas agora temos de ganhar da Nigéria para ter a oportunidade de se classificar.”

Ele sabe que só a vitória interessa ao time, que não pode pensar em tropeçar diante dos africanos, caso contrário dará adeus precocemente à Copa das Confederações. O próprio técnico Óscar Tabárez explica a situação da equipe.

“Tentamos fazer o melhor contra a Espanha, mas fomos superados amplamente, apesar de termos um esforço digno. Só que para mim não muda nada ter perdido para a Espanha. A partida decisiva era a segunda da série, e se vencermos é mais provável que estejamos na semifinal, se perdermos estamos fora e se empatarmos não dependeremos mais de nós. Estamos muito tranquilos”, conclui o treinador.