Em clima de melancolia, o Paraná Clube encara hoje o Sport às 17h20 (no horário de Brasília), na Ilha do Retiro sem maiores objetivos. Visto até como favorito ao acesso, ao término do primeiro turno, o Tricolor fraquejou e mostrou falta de competência nos momentos decisivos da Série B. Por isso, despencou para o 10.º lugar e nem mesmo o mais otimista paranista acredita em um milagre nesta reta final. Matematicamente, o time de Dado Cavalcanti não está eliminado. Moralmente, sim.

“Não há como vendermos uma ilusão. Já não dá mais e, nossa missão, é apenas fechar a temporada com dignidade”, disse o volante Édson Sitta. Uma das referências do time ao longo do turno, ele também oscilou na segunda metade da disputa. “Não há como apontar um fator decisivo. Até porque, se soubéssemos, teríamos corrigido isso”, destacou. O Paraná chegou à ser 3.º colocado como sobras na primeira fase. Porém, o desempenho recente é de rebaixado: 33,33%, com quinze pontos. “A frustração é grande, pois tínhamos um objetivo muito maior”, lembrou Sitta.

Para os jogadores, o momento atual acaba sendo reflexo de uma somatória de erros e deslizes, onde não há como definir culpados. “Todos erraram. Então, não é motivo de achar culpados e, sim, de planejar o futuro, para que o Paraná chegue mais forte no ano que vem. É um clube bom de se trabalhar e que, se acertar alguns detalhes, tem tudo para subir”, disse o atacante Paulo Sérgio. Hostilizado em alguns momentos, ele chegou a bater boca com torcedores na partida frente à Chapecoense.

“Foi um fato isolado, pois até minha noiva foi xingada. Só tenho motivos para elogiar a Fúria Independente, pois nunca vi uma torcida fazer o que eles fizeram nesta Série B”, comentou. “Cresci no Flamengo e posso assegurar que o torcedor do Paraná é apaixonado por seu time. Isso aumenta a nossa frustração por esta eliminação”, completou Paulo Sérgio, já não se apegando ao baixo percentual de chances que o Tricolor ainda carrega. “Temos que buscar os 60 pontos. Mesmo assim, acho que será pouco para reverter o quadro atual”.

Além de vencer os seus três jogos, o Paraná dependeria de uma combinação pouco provável de resultados nessas três rodadas finais. “Tem muita gente à nossa frente. É uma pena”, lamentou Sitta. “Só espero que o fracasso nessas últimas rodadas não determine um desmanche. O Paraná montou um grupo bom e que deve ser base para o ano que vem”, afirmou o jogador, que tem contrato até o fim do mês.