Assim como já tinha acontecido no primeiro treino livre da etapa de São Paulo da Fórmula Indy, o neozelandês Scott Dixon foi o mais rápido na segunda sessão disputada neste sábado. Mas os pilotos sofreram novamente com os problemas da pista de rua do circuito do Anhembi, principalmente na reta do Sambódromo.

No segundo treino livre, a falta de aderência na reta do Sambódromo fez duas vítimas: o australiano Ryan Briscoe, da Penske, e a brasileira Bia Figueiredo, da Dreyer&Reinbold, perderam o controle de seus carros e acabaram batendo. Isso só aumentou a preocupação dos pilotos com a segurança da pista.

Briscoe foi o primeiro: a traseira de seu carro escorregou na aceleração, ficou de lado e provocou a batida no muro da esquerda. Bia também escorregou e atingiu o muro quase no mesmo lugar, próxima à linha de chegada. Outros não bateram, mas escaparam por pouco de se envolver em confusão no local.

As batidas no segundo treino livre podem trazer problemas para os dois pilotos para a sessão que define o grid de largada, ainda neste sábado, a partir das 15h30. O brasileiro Raphael Matos e a norte-americana Danica Patrick também sofreram acidentes durante o treino, mas sem muita gravidade.

Dixon, por outro lado, escapou dos problemas da pista para fazer a melhor volta do segundo treino livre, repetindo o que já tinha feito na sessão da manhã. Dessa vez, ele liderou com 1min32s7369. O segundo colocado foi Briscoe, que fez bom tempo antes do acidente, e o brasileiro Tony Kanaan ficou em terceiro.

Dessa vez, os pilotos completaram menos voltas que na sessão anterior, embora tenham forçado mais o rendimento de seus carros, chegando mais perto do acerto que deve ser utilizado na definição do grid. O calor no circuito do Anhembi – estava cerca de 59ºC na pista – dificultou ainda mais o trabalho de todos.