Na última vez em que se enfrentaram, o Santos saiu de campo campeão e o Palmeiras cabisbaixo. Dois meses e meio depois, os rivais se encontram no estádio Allianz Parque, em São Paulo, neste domingo, às 16 horas, pela 14.ª rodada do Campeonato Brasileiro, em momentos completamente opostos. O campeão está na zona de rebaixamento, enquanto que o vice cresce a cada rodada e estreia um nome de peso.

No Palmeiras, a expectativa está na primeira partida de Lucas Barrios. O paraguaio, com apenas dois treinos ao lado de todo o grupo, já deve ficar como opção no banco de reservas e certamente entrará no decorrer da partida. “Por questão de coerência, vou manter o Leandro Pereira na equipe”, explicou o técnico Marcelo Oliveira.

Independentemente do que acontecer no clássico, a tendência é que realmente o atacante entre até para ganhar rapidamente ritmo de jogo e existe, inclusive, a possibilidade de domingo que vem, diante do Vasco, no Rio, ele já ser titular.

O empate com o Sport na última rodada fez com que o time alviverde desse uma pequena distanciada do G4 – começou a rodada quatro pontos distante -, mas isso não significa que o objetivo mudou. “Estamos em uma boa posição, crescendo no campeonato, jogaremos em casa e estamos próximos do G4. Temos uma boa oportunidade de nos manter bem na tabela”, alertou o treinador, que tem trabalho com objetivos curtos.

O primeiro era conseguir 12 pontos nos seus primeiros quatro jogos no comando e foi justamente o que o Palmeiras conseguiu (vitórias sobre São Paulo, Chapecoense, Ponte Preta e Avaí). Depois, um empate diante do Sport. Agora, a meta é entrar, e ficar, o quanto antes no G4.

O clima no Palmeiras para o jogo é muito bom. Única coisa que parece preocupar é o bom ataque do rival, formado por Lucas Lima, Geuvânio, Gabriel e Ricardo Oliveira. A marcação é o que mais Marcelo Oliveira tem alertado como algo que não está lhe agradando. “Do meio para frente, as coisas estão indo bem. Só precisamos ficar mais atentos e não deixar o adversário ficar tanto com a bola no pé”, explicou o técnico, que na última sexta-feira comandou um treinamento tático onde priorizou a marcação.

Para tranquilizá-lo, nada melhor do que ganhar uma boa opção na marcação. Após três jogos fora, por causa de uma inflamação na coxa, o meia Robinho, que marca muito melhor que Zé Roberto, está de volta e será titular. Na zaga, Vitor Hugo continua fora, por causa de uma lesão na face, e Leandro Almeida ganha nova oportunidade, ao lado de Victor Ramos.

VITÓRIA PARA RESPIRAR – O Santos quer deixar a zona de rebaixamento e encerrar incômodo jejum no Brasileirão: ainda não venceu como visitante. Em sete jogos, foram cinco derrotas e dois empates. Apesar da necessidade da vitória, o técnico Dorival Junior reconhece que o rival vive momento melhor. “Temos de respeitar isso, mas vamos buscar e correr atrás para fugirmos dessa situação que é muito incômoda”, afirmou o treinador santista.

O atacante Ricardo Oliveira é a esperança de gols. Artilheiro dos clássicos em 2015 – ele marcou sete gols em oito jogos -, o jogador de 35 anos afirma que o segredo é a experiência. “Na hora de finalizar, o jeito pode ser mais importante que a força”.

O treinador confirmou o retorno de Renato ao time titular no lugar de Paulo Ricardo – esta deverá ser a única mudança em relação à equipe que venceu o Figueirense por 3 a 0. “Ele está sempre com a cabeça erguida, sempre buscando a melhor jogada possível, simplifica. Naturalmente, o Paulo teve uma excelente postura em frente à zaga. Terá outras oportunidades. Espero que tenhamos a mesma postura que a equipe apresentou no jogo anterior”, afirmou.

Para o treinador, um dos segredos para a equipe conseguir um bom resultado é a compactação, característica trabalhada em vários treinamentos. “Não podemos de abrir mão de marcar. A compactação tem de existir. Trabalhamos nisso durante a semana”, disse.