Santos – Emerson Leão afirmou, ontem à tarde que vai dirigir o treino dos jogadores marcado para hoje, às 8h30, mas não garantiu que será o técnico do time nas oitavas-de-final da Copa Libertadores – o primeiro jogo será no dia 5 de maio -, quando o Santos terá pela frente a Liga Deportiva Universitária, a altitude de 2.850 metros de Quito e a forte necessidade de ser campeão.

Ele já sentiu que o presidente do clube, Marcelo Teixeira, está sendo pressionado para mandá-lo embora e contratar Vanderlei Luxemburgo, mas, como é de seu perfil, não vai pedir demissão, porque prefere ser mandado embora e receber a multa rescisória (seu contrato termina no dia 31 de dezembro), que é o seu salário multiplicado por três (o mês de trabalho e mais dois de multa): R$ 690 mil. Se pedir demissão, Leão terá que pagar essa importância ao clube. É provável que a crise tenha sido contornada, mas não superada, com as partes passando a disputar uma queda de braço.

Leão pode até ser mantido no cargo para a estréia no campeonato Brasileiro, contra o Paraná clube, quarta-feira, em Curitiba, mas na Libertadores o técnico será outro. Em conversa por telefone com a reportagem da Agência Estado, ontem à tarde, Leão disse que hoje cedo, no Centro de Treinamentos Rei Pelé, vai falar sobre a reunião que teve com o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, às 13h30 de ontem e não quis antecipar se vai permanecer no cargo ou se realmente está de saída. “O encontro foi no meu local de trabalho, em Santos. Foi uma conversa olho no olho, para esclarecer algumas coisas. Isso era preciso porque em dois anos que estou trabalhando, não houve sequer um vento no Santos. Mas, não posso falar mais nada agora. Os detalhes vou revelar só depois do treino”, disse o técnico.