Emoção e lágrimas tomaram conta da Arena Condá neste sábado. A previsão inicial era que os corpos chegassem em Chapecó às 7h,mas isso só ocorreu por volta das 9h35, quando o primeiro avião pousou no aeroporto de Chapecó e pouco depois teve início uma cerimônia para a retirada dos caixões das aeronaves.

No estádio, os torcedores aguardavam pele chegada de seus ídolos e enquanto isso, o telão exibia imagens da retirada dos caixões. A cada corpo que era carregado, todo o estádio aplaudia, sem nada dizer. O silêncio só era rompido pelo barulho da chuva, aplausos e choros, uma cena que se tornou corriqueira na arena neste sábado.

O mascote Índio Condá entrou no gramado durante o ritual e foi saudado pelos torcedores. Por volta das 11h, os dois caminhões com os caixões deixaram  a entrada do aeroporto e iniciaram o trajeto até a arena.

Enquanto aguardavam pelos corpos para dar o último adeus, muitos torcedores na arena rezavam, outros choravam e ainda tinham aqueles que pareciam olhar para o “nada”, como se ainda não tivessem entendido o que aconteceu.

Era um momento apenas de tristeza. Sem gritos da torcida e demonstração de orgulho pelos jogadores. Apenas a dor.

O técnico da seleção brasileira, Tite, chegou em um voo fretado. “Eu quero,  na medida do possível,  amenizar o sofrimento e encorajar as famílias”,  disse o treinador. O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, também foi para a cidade catarinense. Alguns ex-atletas do clube marcaram presença no velório, como por exemplo, os zagueiros Vilson (Corinthians) e Douglas Grolli (Ponte Preta) e o atacante Soares (Madureira).

No cortejo com os caixões de jogadores e comissão técnica da Chapecoense, a chuva atrapalhou, mas não espantou os moradores da cidade, que aplaudiram, cantaram e choraram com a passagem dos caminhões, que levaram os corpos das vítimas até a Arena Condá.