A bola parada decidiu o primeiro Atletiba do ano, tanto para rubro-negros quanto para alviverdes. Se o Coritiba foi melhor no primeiro tempo, mas levou o gol de Manoel numa cobrança de escanteio, quando o Atlético esboçou uma melhora na etapa final acabou tomando o empate numa bela cobrança de falta de Marcos Aurélio.

Com o 1 a 1 de ontem à noite na Arena, o Coxa mantém a vantagem sobre o rival na classificação e fica mais próximo de conquistar o supermando para a segunda fase. Na próxima rodada, o time do Alto da Glória recebe o Corinthians, enquanto a equipe da Baixada vai até Irati enfrentar o Azulão.

Quem poderia esperar um Coritiba mais recuado, esperando o Atlético se obrigar a atacar para buscar a vitória para tirar a desvantagem na tabela se enganou. O Rubro-Negro esperou o Alviverde, que aceitou o desafio de atacar.

Tirando um pênalti reclamado em Renatinho, em que o jogador se atirou ao gramado após contato de Alan Bahia, Marcos Aurélio dominou a defesa do Furacão.

O ex-atleticano, por sinal, arriscou de dentro da área, de fora e só parou nas boas defesas de Neto ou mandou a bola muito perto. Mais perto ainda chegou Jeci, que cabeceou no travessão.

A pressão era grande e o domínio maior, mas o que vale é bola na rede e o Rubro-Negro teve mais competência. Na verdade, na única vez em que chegou no primeiro tempo, o time fez o que sempre faz. Netinho bateu escanteio e Manoel apareceu no primeiro pau para completar diante de uma atrapalhada zaga alviverde.

A vantagem não acomodou o técnico Antônio Lopes, que apostou em Wallyson e Paulo Baier. Do outro lado, Ney Franco manteve a fórmula que estava dando certo, mas quando teve que trocar o machucado Renatinho lançou mão de Ariel. Era o jogo dos ataques.

No entanto, a partida caiu, ficou mais catimbada e até agressiva com um chute de Manoel em Marcos Aurélio. Os ânimos se exaltaram, mas Héber Roberto Lopes conseguiu segurar os jogadores e controlou a partida, que ficou mais truncada.

Com mais dificuldades, o gol virou questão de algum lampejo pessoal e Marcos Aurélio brilhou mais do que todos e decidiu numa falta próxima do lado esquerdo da área.

Neto se atrapalhou e viu a bola entrar na “gaveta’. Um petardo do baixinho, que virou o nome do jogo porque depois disso as equipes pouco chegaram com perigo à área adversária.