A dívida de mais de R$ 10 milhões em títulos protestados por empresas que prestaram serviços na reforma e ampliação da Arena da Baixada, palco de quatro jogos da Copa do Mundo, continua sem solução. A CAP S/A, empresa criada para a gestão das obras, está incomunicável.

A expectativa era de que no recebimento da última parcela de R$ 6,4 milhões, do quarto e último contrato de financiamento firmado junto à Fomento Paraná, o débito fosse quitado. Porém, a dívida continua e a promessa de pagamento já supera os 90 dias.

“Meu último pagamento aconteceu no dia 30 de maio. Era para ter recebido no quinto dia útil de junho e, desde lá, nenhum sinal. Pagaram alguns e agora ninguém atende. Tenho todos os documentos prontos que provam o serviço prestado, mas a luta segue há três meses”, declarou um empresário, que trabalhou na obra por 11 meses.

Pedindo para não ser identificado, o empreendedor comentou que a dívida é de R$ 80 mil e tem dificuldades para pagar seus 40 funcionários envolvidos na obra. Segundo ele, conseguiu pagar alguma parte, mas não possui poder aquisitivo para quitar toda a pendência.

“Pensei em entrar na Justiça. Só que vai levar anos para receber. Das outras vezes, tentamos na conversa e deu certo. Entretanto, agora não há nem previsão. Existe o medo da CAP S/A pedir falência, porque já soubemos desse boato de pessoas lá de dentro”, completou.

Marco André Lima
Novos protestos em frente à Arena podem acontecer.

Protesto

A revolta é tanta que existe a possibilidade da realização de mais um protesto em breve. Os empresários estão conversando para decidir qual a alternativa a ser decidida e prometem algo diferente do visto nas outras oportunidades.

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