Para participarem do desfile do Grupo 1 da Uesp (União das Escolas de Samba Paulistanas), programado para segunda-feira, no Anhembi, a Torcida Jovem (Santos) e a Independente (São Paulo) terão de assinar um documento no qual se responsabilizam por qualquer ato dos seus componentes. Em caso de descumprimento, as escolas correm risco de serem eliminadas do carnaval.

Entre os itens do “código de conduta”, as escolas se comprometem que é vetado qualquer ato nas dependências do sambódromo, no entorno, na saída das quadras e no espaço onde estão as alegorias no Anhembi. Após o desfile, todos os torcedores das uniformizadas terão de deixar imediatamente o sambódromo. As regras incluem o veto ao uso de bandeiras com mastros e sinalizadores.

Há o temor de que santistas tentem aproveitar o carnaval para vingar a morte de Márcio Barreto de Toledo, que tinha 34 anos e era integrante da Torcida Jovem, ocorrida no último domingo, após ser espancado supostamente por são-paulinos. O torcedor foi vítima de uma emboscada no Jardim Aricanduva enquanto voltava para casa. Integrantes da Independente são suspeitos de terem feito o ataque.

A Polícia Militar promete reforçar a segurança no Anhembi e nos arredores do sambódromo a fim de evitar novos conflitos entre torcidas organizadas de futebol. Serão destacados 300 policiais, que também serão espalhados nas principais vias de acesso ao local e nas estações de Metrô.

“A morte daquele rapaz santista gerou uma comoção na cidade e o pessoal não aceita mais esse tipo de coisa. É isso que estamos tentando passar para as entidades. A gente tem falado constantemente com os líderes das torcidas. Eles não querem falar entre eles, mas está em jogo a continuidade desse segmento. Se for registrado algum ato de violência, além de estarem fora do carnaval, a Uesp vai entrar na briga pela extinção dessas entidades”, disse o presidente da Uesp, Kaxitu Ricardo Campos.