Com pouco mais de dois anos de atraso, a era Tite, enfim, vai começar na seleção brasileira. Hoje, às 18h, contra o Equador, no Olímpico Atahualpa, o treinador terá seu primeiro desafio comandando o Brasil. A missão, não é nada fácil. Em sexto lugar nas eliminatórias, a seleção pode ingressar no G4 com um triunfo, mas um novo tropeço pode aumentar a diferença para o quarto colocado.

Um desafio que o técnico terá que encarar de frente, mas com o apoio do torcedor para buscar a recuperação brasileira. Fazia tempo que um treinador não chegava com tanta confiança. Os últimos foram Vanderlei Luxemburgo, em 1998, e Luiz Felipe Scolari, em 2001. De lá pra cá, todos os comandantes eram vistos sob desconfiança e muita crítica. Inclusive o próprio Felipão, em sua segunda passagem, e que, ao sair, tinha um substituto imediato. Era Tite. Menos para a própria CBF, que optou pela volta de Dunga.

Essa escolha, aliás, aumentou o lobby por Tite, que neste período voltou ao Corinthians e foi campeão brasileiro em 2015, enquanto a seleção brasileira colecionou fracassos en duas Copas Américas. Aí não teve jeito e o técnico foi ’convocado’.

A confiança da torcida no novo treinador é tanta que as costumeiras críticas em cima da lista de convocados foi mímima, apesar de nomes pouco esperados, como o volante Paulinho e o atacante Taison. Tite aposta, neste primeiro momento, naqueles que já conhecem sua forma de trabalhar, para, depois, colocar a casa em ordem.

Por isso, diante do Equador, dificilmente será visto aquilo que o Corinthians apresentou nos últimos anos, mas certamente será um Brasil diferente. Os treinos foram fechados, mas a tendência é que a seleção atue no 4-1-4-1, que ficou famoso no clube paulista. Desta forma, o meio-campo terá uma marcação mais forte, com Casemiro, Paulinho e Renato Augusto, e Willian tendo liberdade por um dos lados e Neymar jogando mais avançado, mas também caindo pela esquerda.

Resta saber quem fechará este setor ofensivo. Gabriel Jesus e Gabriel são os mais cotados, por terem essa habilidade de jogar em velocidade, mas também por jogarem na área com um grande poder de finalização, podendo revezar com Neymar. Ainda existe a possibilidade de Philippe Coutinho ficar com a posição.

Certo mesmo é que o futebol que será apresentado neste primeiro momento será mais pragmático, pensando apenas em vencer e se recuperar em busca de uma vaga na Copa do Mundo. Depois, dar a cara do futebol brasileiro.

“O momento não é para dar espetáculo, e sim para jogar e vencer. Temos que pensar jogo a jogo, primeiro em três pontos. Só depois vamos pensar em dar espetáculo, fazer o que o povo brasileiro espera de nós. O momento é de vencer e ganhar três pontos”, afirmou Casemiro.