Sven-Goran Eriksson, técnico da Inglaterra, sabe como vencer o Brasil. ?Temos de ter um time compacto, marcando sempre firme e não dar espaço a eles, porque possuem jogadores que podem decidir o jogo a qualquer momento. Além disso, temos de atacar, aproveitar os espaços que a sua defesa deixa em campo.? Simples? Ele sabe que não, sabe que é difícil, mas acredita que pode conseguir.

Eriksson disse que recebeu dos médicos a confirmação de que Owen, seu mais habilidoso jogador, poderá jogar. A importância de Owen é indiscutível e foi definida assim por seu companheiro Paul Schoeles: ?É um jogador-chave não apenas para este jogo, mas sim para todas as partidas da Inglaterra.?

Outro motivo para o otimismo de Eriksson é que na partida contra a Argentina, seu time conseguiu fazer tudo o que ele sonha repetir agora contra o Brasil. Foi compacto, não deu chances e ainda conseguiu atacar. ?Se repetirmos o que fizemos naquele dia, e podemos fazer isso, será possível vencer.?

Como um grande Império que foram, os ingleses têm uma certa tendência a considerarem-se ainda o centro do mundo. A modéstia não é sua principal qualidade, mas talvez estejam certos ao dizerem que este é o jogo que o mundo quer assistir. A ausência de França e Argentina faz com que esse encontro seja considerado o mais importante da Copa até agora. É a primeira vez que se encontram desde 1970, quando o Brasil venceu por 1 a 0.

Repórteres perguntaram a Tord Grip, auxiliar-técnico, se a história do futebol brasileiro pode pressionar seus jogadores e ele garantiu que não. ?O peso do passado brilhante dos brasileiros fará pressão sobre eles e não sobre nós.?

A Inglaterra que o Brasil enfrentará é uma espécie de união de seus três times. A defesa é do Arsenal (com dois reforços do Leeds), o meio-campo é do Manchester (com Sinclair, do West Ham, no lugar do argentino Verón) e o ataque é do Liverpool. Um time que começou mal as Eliminatórias, mas reagiu após a chegada de Eriksson.