Kuala Lumpur, Malásia

(AE) – O técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, disse que o esquema 3-5-2, da forma como vem treinando, é um trunfo da equipe para desgastar o adversário. “A gente arrebenta o adversário no primeiro tempo (de cansaço). Aí entra o Denílson, dribla para a direita, dribla para esquerda e é isso”. Ele considerou o amistoso contra a Malásia como um treino-apronto para o jogo de estréia do Brasil na Copa do Mundo, com a Turquia, dia 3, em Ulsan. “Serviu para fazer observações”.

Uma delas, sobre os erros de finalização. Foram muitos no primeiro tempo, quando o Brasil desperdiçou várias oportunidades. “Encontramos o goleiro deles ou os zagueiros na frente”. Não fez uma análise mais crítica sobre o fato de o Brasil não ter marcado nenhum gol nos primeiros 45 minutos. “Não houve nada diferente no segundo tempo, as chances apareceram normalmente”. Scolari cometeu um deslize na entrevista, o segundo envolvendo o mesmo personagem desde que definiu a lista de convocados para o Mundial. Ao analisar a movimentação do ataque, disse que Ronaldinho tinha de entrar pelo meio junto a “Romário”. Depois, consertou, citando quem realmente teria de ser o companheiro de Ronaldinho nessas situações de jogo, ou seja, Rivaldo. Duas semanas atrás, já havia trocado o nome de Ronaldo por Romário em outra entrevista.

Elogiou a atuação de Rivaldo e de Ronaldo, admitindo que o atleta do Barcelona ainda sente alguma dificuldade de adaptação no ataque, ao lado dos dois Ronaldos. “Mas Rivaldo está fisicamente pronto e recuperado”, afirmou, numa referência à recente inflamação no joelho direito do craque e a problemas físicos em decorrência das dores no local.

A avaliação do desempenho de Ronaldo também foi normal, enaltecendo que ele vem aos poucos readquirindo sua forma física e técnica. Fez apenas uma ressalva à dupla e a Ronaldinho Gaúcho. Declarou que o trio de “erres” do ataque tem de melhorar “o sentido de marcação”.

“Precisamos corrigir isso e alguma coisa de deslocamentos, posicionamento, o que vai ocorre com a continuação de treinos e jogos”. Para Scolari, o gramado com areia em excesso não poderia servir de desculpas para qualquer tropeço da seleção. Lembrou que outras seleções que vão disputar a Copa do Mundo também passam pela mesmo obstáculo. “Sabíamos que a Malásia ia correr até levar o primeiro gol. Depois, faríamos dois, seis, sete gols. Jamais passou pela minha cabeça que não íamos ganhar da Malásia”. (SB e WV)