São Paulo – O celular de Estevam Soares, um dia depois de o técnico ser demitido pelo Palmeiras, não parou de tocar. Primeiro foi o zagueiro Daniel. Depois ligaram Magrão, Lúcio, o goleiro Marcos. Acompanhado da mulher Sandra e da filha Maria Carolina, o treinador mal conseguiu almoçar em um restaurante próximo do Parque Antártica. "Não saí do Palmeiras porque perdi o comando do grupo. E aí está a prova", diz o técnico, apontando para o seu telefone celular.

Estevam, no entanto, admite que estava sendo ‘fritado’ há mais de 20 dias. Ele sabia que sua cabeça estava a prêmio desde a saída do ex-presidente Mustafá Contursi. "Nada contra o (Afonso) Della Monica (atual presidente), mas se o Mustafá estivesse na presidência duvido que eu teria sido demitido. O cacife do Mustafá é muito maior. Com toda certeza ele teria bancado a minha permanência."

Apesar do respeito pelo atual presidente, Estevam tem plena consciência de que um grupo de conselheiros ‘armou’ a sua queda.

"Sei que tem conselheiro até com certos interesses no Palmeiras", acusa o treinador.