Mesmo com a Arena da Baixada fechada para reforma desde dezembro de 2011 e tendo uma Série B para disputar no ano seguinte, o Atlético conseguiu manter um faturamento médio nos últimos anos e evitou prejuízos excessivos com os gastos da reforma e ampliação do seu estádio. O faturamento do clube divulgado no último balanço referente à atividade de 2012, foi de R$ 53 milhões e, com as novas receitas que o novo Joaquim Américo vai gerar, os números devem subir consideravelmente, devendo ultrapassar a evolução de 100% no faturamento, para fazer do Furacão uma das grandes potencias do futebol brasileiro.

“No estudo que realizamos da viabilidade da Arena para o BNDES, a estimativa é de um lucro aproximado de R$ 120 milhões por ano. Atualmente, o Atlético consegue faturar aproximadamente R$ 30 milhões com a Baixada fechada. O Atlético conseguirá se beneficiar diretamente com os recursos desde o primeiro ano da conclusão do estádio. O clube conseguirá explorar, além da bilheteria e receita com sócios, com as lojas e aluguéis para grandes eventos, com novos camarotes, com a negociação do naming rights do seu estádio, entre outros recebíveis”, frisou consultor de marketing e gestão esportiva, Amir Somoggi.

Para o diretor da Pluri Consultoria, Fernando Ferreira, o Atlético atingirá um novo patamar na geografia do futebol brasileiro depois da Copa do Mundo. “O Atlético é clube que vai se sair melhor depois da Copa do Mundo dessa nova geografia do futebol brasileiro com as novas arenas. Ele conseguirá ascender em relação a outros clubes e será o mais bem equacionado financeiramente após o Mundial. Quando começar a valer o jogo de forças do futebol brasileiro, o Atlético será o clube que mais se beneficiou”, emendou.

Para Ferreira, uma das grandes diferenças do atual momento do Atlético com o cenário futuro do clube serão as receitas que serão geradas com bilheteria e sócios a partir que a Arena da Baixada estiver pronta e com capacidade para 43 mil pessoas. “A expectativa é que o Atlético tenha um fluxo de caixa em 20 anos de R$ 1 bilhão, incluindo todos os recebíveis. Haverá uma alavancada grande no rendimento com bilheterias e sócios e é incrível o clube ter um número expressivo de sócios sem ter uma casa. Com o novo estádio, sem fazer esforço de avaliação, a renda média anual do clube será de R$ 100 milhões”, arrematou Ferreira.