A pressão pela saída de Max Mosley da presidência da FIA aumentou nesta segunda-feira (7). Oito dias após a divulgação das primeiras imagens de uma festa que a imprensa inglesa chamou de "orgia sadomasoquista nazista", os pedidos para que ele deixe o cargo continuam.

O belga Jacky Ickx, vice-campeão mundial em 1970 e seis vezes vencedor das 24 Horas de Le Mans, engrossou o coro que pede o afastamento. "Depois que toda essa história tornou-se pública, ele não pode continuar representando uma associação. Eu até lamento isso, porque ele era um bom presidente", afirmou o ex-piloto ao jornal alemão Welt.

O tricampeão mundial Niki Lauda tem opinião semelhante. Para o austríaco, Mosley não tem outra saída que não seja renunciar. "Se ele começar a pensar racionalmente, sem emoções envolvidas, verá que a melhor coisa a fazer é sair.

Para outro tricampeão, o escocês Jackie Stewart, Mosley não terá mais autoridade para comandar a FIA e a Fórmula 1. "O que percebi aqui no Bahrein é que ele pode perder o controle do paddock", disse ao jornal inglês Daily Telegraph.

Na semana passada, outros ex-pilotos, como o inglês Stirling Moss e o sul-africano Jody Scheckter, já havia se manifestado a favor da renúncia de Mosley. Durante o fim de semana, no Bahrein quatro montadoras envolvidas com a Fórmula 1 – Toyota, Honda, BMW e Mercedes-Benz – fizeram o mesmo, bem como associações nacionais da Alemanha e dos Estados Unidos.

No domingo, o tablóide News of The World, o mesmo que publicou as primeiras imagens do escândalo, lançou nova reportagem sobre o caso, para responder às declarações de Mosley de que não havia conotação nazista no episódio. Na matéria, uma das prostitutas que estava com o dirigente afirma que a temática nazista foi um pedido dele.