A decisão de o Atlético mandar jogos no Ecoestádio pode levar o Procon-PR a procurar o clube. O problema é que o Janguito Malucelli só comporta 3.976 torcedores, deixando brecha para que qualquer um dos outros cerca de 14 mil sócios que não puderem ir aos jogos possa acionar o organismo de proteção ao consumidor.

Segundo a coordenadora do Procon, Cláudia Silvano, os torcedores podem exigir o direito de acompanhar a todas as partidas do Furacão, uma vez que esta é a oferta feita pelo time em troca da associação. “Isto contraria o código do consumidor. Nem sempre em todos os jogos vão todos os sócios, mas o clube precisa dar condições caso todos queiram ir. Pedir desculpa não é o suficiente. O torcedor tem direito aos jogos. Por isso ele se associa”, afirmou.

Cada sócio do Atlético paga R$ 70 por mês para ter direito a uma cadeira na Arena e acompanhar até quatro partidas mensais da equipe no estádio. Em nota oficial, a diretoria rubro-negra apenas pediu a compreensão dos atleticanos neste momento em que o estádio está fechado para reformas, e que os sócios terão que buscar seus ingressos nas bilheterias da Arena em ordem de chegada.

No Procon, o torcedor pode conseguir a devolução do dinheiro equivalente ao mês em que foi prejudicado e rescindir o contrato sem qualquer tipo de ônus. “Eles têm que procurar os órgãos de defesa do consumidor. Cabe até uma indenização. No Procon, ele pode pedir a devolução do dinheiro e a rescisão do contrato sem ônus”, disse Cláudia.