Mais uma vez o automobilismo paranaense fez bonito nas pistas em 2018. Muito por conta da família Campos, que outra vez esteve no topo brigando por títulos. Na Stock Car, principal categoria brasileira, Julio Campos terminou a temporada na terceira colocação, sua melhor posição na história, e que, por pouco, não terminou na briga pelo cobiçado título.

Após um começo irregular, o piloto da equipe Prati-Donaduzzi foi ajustando o carro, ganhando posições e chegou a pontuar na reta final mais que Daniel Serra, o campeão do ano.

“Foi um ano muito bom pra gente. As primeiras etapas não foram tão boas, mas tivemos uma evolução muito boa, com vários pódios, pegando alguns segundo lugares. E isso na Stock Car é muito difícil, fazer pontos nas duas corridas do dia não é fácil. É muito difícil ganhar as corridas e nossa estratégia de somar pontos foi muito boa. Em algumas etapas fomos a equipe que mais somou pontos. Não conseguimos descontar os pontos perdidos nas primeiras etapas. A partir da 13ª etapa conseguimos fazer mais pontos que o campeão e isso foi muito bom. Estamos muito felizes com o nosso desempenho”, disse ele, em entrevista à Tribuna do Paraná.

Confira todas as notícias sobre o esporte paranaense

Aos 36 anos, Julio Campos está cada vez mais perto de sentir o gostinho de campeão. A regularidade que vem tendo nos últimos anos o credencia para ficar no topo e brigar com os favoritos. Até por isso, ele espera um 2019 ainda melhor.

Evolução do carro no ano foi decisiva para o crescimento na reta final e aumenta a confiança para 2019. Foto: Rodrigo Guimarães
Evolução do carro no ano foi decisiva para o crescimento na reta final e aumenta a confiança para 2019. Foto: Rodrigo Guimarães

“Estamos com um carro muito bom, a mesma equipe. Podemos fazer algumas melhoras na engenharia do carro, temos algumas ideias boas. Sempre quis mostrar o meu talento, que posso ser o melhor piloto do Brasil e é uma evolução diária. Estou sempre aprendendo dentro e fora das pistas para que essa evolução se mantenha”, acrescentou o piloto.

Pela frente, na corrida pelo título, nomes importantes, como Daniel Serra, Rubens Barrichello, Cacá Bueno, Átila Abreu e Thiago Camilo, entre tantos outros. Até por isso, a Stock Car é vista como a categoria do automobilismo brasileiro mais equilibrada.

“Dá pra falar que é uma das mais difíceis do mundo. Estou muito feliz de estar nela há tanto tempo e ela ainda tem muito a crescer na parte de mídia. Temos muito pilotos bons, com dez, doze pilotos brigando pelo título”, finalizou o piloto do carro número 4.

Rapha Campos

Outro integrante da família Campos também este no topo este ano. Na categoria Sprint Race, o jovem Rapha Campos, de apenas 24 anos, terminou o ano com o vice-campeonato. O título só não veio por um pequeno detalhe na última prova.

“Tudo é um aprendizado. Aconteceu um acidente e os comissários avaliaram que fui o culpado. Eu sai da pista e voltei rodado e acabei acertando o menino que me jogou para fora. Ele acabou batendo no muro e eu fui desclassificado. Mas tudo é aprendizado, talvez eu não precisasse passar ele na prova”, explicou ele, em entrevista à Tribuna do Paraná.

A desclassificação lhe custou o troféu de campeão, mas não apagou o que o piloto fez em 2018, estando na ponta da Sprint Race quase o tempo todo e melhorando o desempenho de 2017, quando estreou mostrando serviço.

Apesar de não ter ficado com o título, Rapha Campos teve motivos para comemorar em 2018. Foto: Rodrigo Guimarães
Apesar de não ter ficado com o título, Rapha Campos teve motivos para comemorar em 2018. Foto: Rodrigo Guimarães

“Acho que foi um ano muito bom. Liderei o ano todo, fiz tudo certo, fora a última corrida que estragou, mas acho que fiz um ano mais forte e evolui bastante em relação ao ano passado”, avaliou Rapha.

Futuro

Os dois bons anos na categoria fizeram com que o piloto queira dar um novo passo na carreira. No entanto, ao contrário do primo Julio, que está garantido na Stock Car, Rapha Campos ainda não sabe onde irá correr em 2019.

“Não vou correr na Sprint. Estamos correndo atrás de patrocínio para correr em outra categoria. Não temos nada certo e estou voltando para os Estados Unidos, onde meu pai mora e vou correr atrás de alguma coisa. Já fiz dois anos e meio da Sprint, briguei pelo título e todos acham que já estava na hora de ir para a Stock light ou algo parecido”, explicou.

O objetivo, claro, é ir para a Stock. Mas, mais do que a habilidade no volante, um incentivo de patrocínio é fundamental para ter esta oportunidade.

“Quero muito chegar na Stock Car. Potencial eu acho que tenho, já corri com vários meninos que estão na Light, ganhei deles. O que falta mesmo é achar uma parceria que me leve a uma outra categoria. Só não quero parar de correr”, completou o jovem piloto.

+ APP da Tribuna: as notícias de Curitiba e região e do trio de ferro com muita agilidade e sem pesar na memória do seu celular. Baixe agora e experimente!