Um gol de Joelson, aos 26 minutos do 1.º tempo, silenciou o estádio Joaquim Américo. O jogo, válido pelo Campeonato Paranaense, foi disputado em 16 de março de 2008. Lá se vão quatro anos e oito meses, num jejum que incomoda e faz do Paraná Clube alvo de piadas e gozações. Para piorar, o Atlético faturou todos os oito jogos disputados neste período. Do atual elenco paranista, apenas o ala Fernandinho e o apoiador Lúcio Flávio já venceram – e marcaram gols -no Rubro-Negro.

Principal referência do atual elenco, Lúcio Flávio traz a experiência de quem já enfrentou o rival muitas vezes, pelos vários clubes em que já defendeu. Com a camisa tricolor, o jogador encarou o Atlético por 13 vezes. O retrospecto não é dos melhores – apenas uma vitória, oito empates e quatro derrotas -, mas ele lembra que a maioria desses clássicos ocorreu num período em que o Paraná vivia a “ressaca” do pentacampeonato (entre 1998 e 2001). Hoje, os tricolores sonham com dias melhores, em meio à reestruturação do clube.

O camisa 10 já balançou as redes atleticanas cinco vezes. Em 1998, logo no seu segundo clássico, Lúcio Flávio fez o gol do empate (1 x 1) no Pinheirão, em 1998. Três anos depois, o apoiador fez novamente o gol do empate, no primeiro jogo das finais do Paranaense: 1 x1, no Couto Pereira. “Foi um bonito gol de falta”, recorda o craque. O jogador só lamenta o desfecho daquele campeonato, onde o Rubro-Negro, com mais dois empates (1 x 1 e 2 x 2) levantou o título de 2001, pela melhor campanha ao longo da temporada.

Já o ala Fernandinho não teve tantos duelos assim contra o Atlético – pelo menos vestindo a camisa do Paraná. Foram apenas três jogos (com uma vitória e duas derrotas). O mais emblemático deles, ocorreu em sua estreia. No Brasileirão de 2003, no Pinheirão, o Tricolor disparou um 3 x 0 sobre o rival. E um gol de Fernandinho, aos 10 minutos do 1.º tempo, abriu caminho para a goleada. “Foi uma estreia marcante, com o placar ficando até barato para o adversário”, recorda o jogador, que à época atuava como meio-campo, formando com Marquinhos, Renaldo e Caio o que viria a ser chamado de “quarteto fantástico” paranista. “Sabemos que o retrospecto é ruim. Mas queremos fechar o ano com uma vitória. É esse o nosso objetivo”, garante Lúcio Flávio. “Se o Atlético vai subir ou não, não nos interessa. Temos que nos preocupar apenas com o nosso grupo e fazer um grande jogo”, conclui.