A dança das cadeiras na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi formalizada ontem e, apesar de a entidade máxima do futebol brasileiro ter um novo presidente, a gestão será a mesma do antecessor José Maria Marin. O atual presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, líder da chapa única ‘Continuidade Administrativa’, vai comandar a CBF do ano que vem até 2018. Representada pelo presidente Hélio Cury, a Federação Paranaense de Futebol (FPF), ao lado da Federação Gaúcha, votou em branco no pleito por não concordar com a atual administração do futebol brasileiro. “Não foi apresentada nenhuma proposta e nenhum projeto para beneficiar o futebol brasileiro, somente a continuidade da atual gestão. Não podemos avalizar aquilo que não seja satisfatório para o futebol brasileiro e para todo esportista”, explicou Cury.

O presidente da FPF não teme, a partir de agora, atitudes de represália por parte da CBF com o futebol do Estado e seus filiados. Hélio Cury frisou ainda que esta foi uma forma de mostrar representatividade do futebol paranaense na CBF e comparou o atual momento com a antiga gestão da Federação Paranaense. “Temos duas situações no Paraná. Primeiro quando não se toma uma posição é porque não temos representatividade. Quando se toma uma posição, como agora, se fala em represália. Quando precisei no ano passado, no leilão da sede, não me ajudaram na renegociação ou com pedidos de financiamento. Tentei várias situações, mas não fui atendido. É preciso tomar a posição que defende o interesse do Paraná e não ficar preocupado com retaliação. Se houver vamos tratar tudo publicamente como foi a questão do Cianorte, que entrou na Justiça Comum e fomos a favor da equipe”, emendou o dirigente.

O presidente da FPF ressaltou também que as federações não podem ficar dependentes das escolhas e atitudes tomadas pela CBF. “O Paraná tem que ter posição nas suas escolhas. Somos filiados e não dependentes da CBF. Por mais que a CBF procure nos ajudar, eles têm a contrapartida, sendo no recolhimento de taxas de registro de atleta ou outros benefícios que vão para a CBF. Ninguém deve favor para ninguém”, concluiu Cury.

Eleição folgada

Dos 47 votantes (27 federações e 20 clubes da Série A), foram 44 votos favoráveis à chapa liderada por Marco Polo Del Nero. Além dos votos em branco das Federações Paranaense e Gaúcha, o Figueirense não compareceu ao pleito realizado no Rio de Janeiro.

Colaborou: Brunno Brugnolo