Para muita gente, só faltava o atestado de óbito. Mas eis que a Federação Paranaense de Futebol faz nova tentativa de ressuscitar o Pinheirão. A entidade conclui até o final do ano estudo da viabilidade para retocar o estádio, abandonado às moscas há mais de um ano.

Não está nos planos da FPF grandes investimentos, nem sonha-se com a hipótese de jogos importantes – apesar da possibilidade de o Coritiba virar “sem-teto” temporário com a construção do novo Couto Pereira.

A intenção da entidade é saber se vale a pena recuperar parte do Pinheirão. O presidente da FPF, Hélio Cury, encarregou o vice Reginaldo Cordeiro – chefe da comissão de vistoria dos estádios paranaenses – de inspecionar o velho elefante branco.

“Orçaremos o gasto necessário para pôr novamente em funcionamento equipamentos como a concentração, as lojas da parte externa e o gramado. Se for preciso, abrigaremos partidas amadoras ou da 3ª Divisão, ou locaremos o campo para algum show ou evento religioso”, falou o engenheiro.

O Pinheirão está interditado desde maio do ano passado, por ordem do juízo da 18.ª Vara Cível de Curitiba. O pedido foi do Ministério Público, com base em laudo do Corpo de Bombeiros.

Desde então, o único uso do estádio foi o empréstimo da pista de atletismo para testes da Polícia Militar. Cordeiro garante que a avaliação não é vinculada a qualquer pedido de clube para sediar jogos no Pinheirão.

“A idéia é que a praça passe a gerar alguma receita em vez causar apenas prejuízos”, falou Cordeiro. Ao mesmo tempo, corre o processo do leilão do estádio. A FPF conseguiu anular o arremate de R$ 11,2 milhões, dado em setembro do ano passado pelo grupo Tacla.

Em seguida, a entidade recorreu no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra uma multa aplicada no mesmo caso. A assessoria jurídica da Federação acredita que o caso demore pelo menos mais um ano nos tribunais. A entidade pretende embolsar pelo menos o triplo daquele valor com a venda do imóvel.