Luiz Felipe Scolari completa nesta quarta-feira um ano no comando da seleção. Depois de disputar 20 jogos, incluindo aí a Copa América, parte das eliminatórias, vários amistosos e dois jogos de Mundial, o treinador ainda procura a formação ideal do Brasil. Nesse período, chamou dezenas de jogadores, testou vários esquemas, apostou em gente que não vingou, foi pressionado para convocar Romário, observou muito, mas não cravou 11 titulares.

Desde a primeira partida sob seu comando, contra o Uruguai (1º de julho de 2001, derrota por 1 a 0 nas eliminatórias), o Brasil só repetiu a escalação inicial por duas vezes. Foram 18 times diferentes em 20 partidas. A mais recente demonstração de que a procura continua será dada a partir das 3h30 da madrugada, na partida contra a Costa Rica, quando Scolari colocará em campo sua 19ª formação. Roberto Carlos, Roque Júnior, Ronaldinho Gaúcho serão poupados, para entrarem Júnior, Edmílson e Edílson. O empate garante o primeiro lugar e o direito de jogar em Kobe, na segunda-feira, pelas oitavas-de-final.

Desde a vitória contra a Turquia, no fim de semana em Jeju, Felipão acenava com a possibilidade de fazer mudanças. Para preservar jogadores mais desgastados – como é o caso do lateral-esquerdo do Real Madrid – ou para evitar que jogadores pendurados, como Roque Júnior e Ronaldinho Gaúcho, corressem o risco de levar a segunda advertência, que os tiraria da próxima etapa.