A seleção brasileira venceu o México por 2 a 0, chegou à sua terceira vitória seguida com o mesmo time, sem tomar gols, mas Luiz Felipe Scolari ainda não conseguiu agradar totalmente à torcida. Nesta quarta, na Arena Castelão, ele voltou a ouvir insistentes pedidos pela escalação de Lucas, que tem sempre entrado no segundo tempo.

Durante a entrevista coletiva pós-jogo, Felipão foi questionado se poderia aproveitar o jogo contra a Itália, sábado, em Salvador, para dizimar dúvidas. Mas o treinador recusou efusivamente a hipótese. Não que não possa escalar Lucas ou qualquer outro jogador, mas porque ele não tem qualquer dúvida de que a equipe que tem jogado é a melhor possível.

“Não tenho dúvida nenhuma. Se eu tivesse dúvida, não teria escalado o mesmo time. Me parece que a última vez que escalamos a mesma equipe do Brasil duas ou três vezes seguidas foi em 2007”, assegurou Felipão, questionando o dado em seguida junto ao seu assessor de imprensa pessoal.

Mas o treinador não recusa a hipótese de mexer pontualmente na equipe dependendo de como se desenhar a partida contra a Itália – os dois times podem entrar em campo já classificados. “Aí posso fazer sim, alguma modificação. Dependendo do que a Itália possa propor em campo”, disse ele.

Felipão está feliz com o desempenho da equipe que venceu o Japão por 3 a 0 e o México por 2 a 0 – antes, na preparação, havia feito 3 a 0 na França. Até as preocupações com a recomposição defensiva da equipe estão menores. “Já estamos melhor treinados. Já estamos vendo coisas boas, com melhor saída de bola. Parece que demos uma crescida nestes itens de marcação e posicionamento. Não estou mais me preocupando tanto com isso.”

O treinador foi todo elogios a Neymar, grande responsável pela vitória sobre o México, nesta tarde, no Castelão. “O Neymar, todos nós sabemos, é um dos nossos ídolos. Vem jogando assim há muito tempo e agora é a época de ele mostrar a qualidade que sempre demonstrou no Santos. A parte tática dele está bem evoluída”, avaliou Scolari.

Na análise de Felipão, o talento individual – visto nos dois gols sobre o México – tornam o futebol brasileiro especial. Para ele, a chave para o Brasil voltar a ser o melhor do mundo está na evolução tática. “Tecnicamente temos qualidade. Se nós igualarmos a qualidade tática dos nossos adversários europeus, nós temos equipes para não pensar em perder para ninguém”, disse.