Desde o GP do Brasil de 2008 que a Ferrari não largava na pole-position. O jejum de quase dois anos foi quebrado ontem por Fernando Alonso, que encaixou uma volta perfeita em Monza e ficou com a primeira posição no grid para o GP da Itália, 14.ª etapa do Mundial de F-1.

A festa no autódromo italiano foi imensa. Mas o piloto espanhol tentou conter os ânimos do povo. “Foi uma surpresa. Agradável, mas uma surpresa”, disse. Apaixonado, o torcedor da Ferrari não festejava uma pole em casa desde 2004, quando Rubens Barrichello conseguiu a primeira colocação.

Fernando, que disputa seu primeiro campeonato pela equipe de Maranello, está conquistando o coração dos fãs. O treino foi interessante na sua parte final porque McLaren e Red Bull, pelo que fizeram nos treinos livres, davam a impressão de que brigariam pelas primeiras filas entre elas, com a Ferrari um pouco à distância.

Mas no fim das contas valeu o talento de Alonso. Ele foi 0s331 mais rápido que seu companheiro Felipe Massa, terceiro no grid. Entre eles vai largar Jenson Button, da McLaren, que pode ser considerado um candidato à vitória, também. Ele andou com mais carga aerodinâmica que seus rivais diretos e deve ter uma prova muito consistente hoje.

Button, além disso, é o único na McLaren que está usando o duto frontal que acelera a passagem de ar para a asa traseira. Foi uma escolha arrojada, pelas características da pista. Hamilton optou por não usar o dispositivo para reduzir o arrasto de seu carro nas enormes retas de Monza.

“O duto me ajudou muito, posso contornar as curvas com mais velocidade e essa estabilidade com um pouco mais de asa melhora muito o carro nas freadas”, explicou o atual campeão mundial. “É a primeira vez no ano que largo na primeira fila. Estou muito feliz.” O GP da Itália, hoje, terá 53 voltas e começa às 9h de Brasília.