A fácil vitória de Lewis Hamilton no GP da Itália pode escapar das suas mãos. Nese domingo, pouco após o fim da prova no circuito de Monza, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) comunicou que o piloto inglês e o alemão Nico Rosberg, seu companheiro de equipe na Mercedes e que abandonou a corrida, estão sob investigação por suposta violação da pressão mínima dos pneus.

Em um comunicado, a FIA explicou que a orientação da Pirelli era para que os pneus tivessem pressão acima de 19,5 psi (libra força por polegada quadrada) no início do GP da Itália. Os dois carros da Mercedes, porém, não cumpriram a especificação determinada pela fornecedora de compostos.

Investigação realizada pela FIA apontou que o pneu esquerdo traseiro de Hamilton estava 0,3 psi abaixo do indicado, enquanto o mesmo composto de Rosberg se apresentava 1,1 psi abaixo do determinado. A federação revelou ainda que os pneus dos carros da Ferrai também foram avaliados, mas estavam com a pressão dentro do estipulado pela Pirelli.

Em seu comunicado, a FIA relata que a Mercedes recebeu a informação de que estava sob investigação às 10h04 (horário de Brasília), ainda com o GP da Itália em andamento. Isso explica a razão para a equipe, já nas voltas finais da prova, pedir para Hamilton forçar o ritmo com o intuito de manter a vantagem sobre o alemão Sebastian Vettel, o segundo colocado.

A expectativa é de que uma punição por tempo não tire a vitória de Hamilton que terminou o GP da Itália com uma vantagem de 25s042 para Vettel. Não há uma definição sobre quando os comissários de pista vão apresentar um veredicto sobre a situação dos pilotos da Mercedes.