Yokohama (AE) – O recurso do vídeo para ajudar as arbitragens é um assunto que “não está na ordem do dia”, garantiu a Fifa ontem, depois da polêmica provocada pela eliminação da Itália do Mundial.

“Talvez algum dia se estude isso, mas atualmente não é tema de discussão dentro da Fifa”, disse o porta-voz da entidade, Keith Cooper, no encontro da manhã com os jornalistas em Yokohama. “É o árbitro quem tem a responsabilidade de dirigir um jogo, é ele quem decide”, afirmou.

A derrota da Itália para a Coréia na “morte súbita”, terça-feira, pelas oitavas-de-final, reavivou a polêmica sobre os erros de arbitragens com acusações duras lançadas pelo técnico Giovanni Trapattoni e a imprensa italiana. A Azzurra caiu após o “gol de ouro” marcado no segundo tempo da prorrogação. No primeiro, a Itália perdera o atacante Francesco Totti, expulso pelo segundo cartão amarelo por simular um pênalti.

Trapattoni criticou duramente a interpretação do árbitro equatoriano Byron Moreno. No dia seguinte, a imprensa italiana falou em “ladrões” e “vergonha”. A Fifa rechaçou as críticas, manifestou “um sentimento de satisfação geral” com as arbitragens e afirmou que desde o começo da Copa “houve uma quantidade mínima de erros de interpretação”.

No entanto, o presidente da entidade, Joseph Blatter, havia reconhecido dias atrás descontentamento com a atuação dos auxiliares, principalmente na hora de assinalar impedimento. Inclusive, ao final da primeira fase, a Fifa decidiu não repetir nos telões dos estádios as jogadas polêmicas, a fim de evitar reações dos torcedores.