A Fifa informou nesta terça-feira que o pedido de um informante de “proteção ilimitada” provocou o cancelamento de um encontro no qual essa testemunha prometia apresentar provas de que o Catar pagou subornos de US$ 1,5 milhão no processo de escolha da sede da Copa do Mundo de 2022.

A prometida reunião com um ex-membro da candidatura catariana na sede da Fifa levantava a perspectiva de uma investigação oficial sobre como o Catar venceu a disputa pela sede do torneio de 2022. “O denunciante pediu condições que não poderiam ser aceitas”, disse a entidade em um comunicado.

Presidente da Fifa, Joseph Blatter disse no mês passado que o denunciante havia concordado em participar de um encontro para apresentar provas de que Issa Hayatou e Jacques Anouma receberam suborno do Catar. As acusações foram reveladas pelos legisladores britânicos baseadas em informações do jornal Sunday Times.

Nesta terça-feira, a Fifa detalhou os pedidos do denunciante e disse que não poderia atendê-los. “Entre outros, os problemas eram de que o denunciante não deu nenhuma garantia de precisão e exatidão das informações que ele/ela estava oferecendo, pediu

o direito de destruir a informação a qualquer momento e que as informações dele/dela não poderiam ser tornadas públicas”, disse a Fifa.

De acordo com a entidade, o denunciante também pediu para “cobrir os custos de indenização ao denunciante por qualquer quebra de contrato que ele/ela fosse processado, por quaisquer responsabilidades e qualquer processo criminal potenciais relacionados com o contrato, bem como um programa de proteção ilimitada para a testemunha”.