O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, enfatizou nesta quinta-feira, em entrevista coletiva concedida no Rio, a preocupação da entidade com as condições dos gramados dos estádios da Copa, notadamente o de Brasília, o Mané Garrincha, que inclusive foi citado nominalmente pelo dirigente, e o andamento das obras nas Arenas da Baixada e Pantanal.

“A qualidade do gramado não é como o esperado em Brasília e nós esperamos que melhore. Não é uma crítica, é um fato”, disse o secretário-geral da Fifa sobre o gramado do Mané Garrincha, que já foi alvo de outras reclamações na abertura da Copa das Confederações, em jogos do Campeonato Brasileiro e também no amistoso da seleção brasileira contra a Austrália, disputado no dia 7 de setembro.

Valcke deixou no ar que existe uma certa ansiedade da direção da Fifa com as obras da Arena Pantanal, em Cuiabá, e da Arena da Baixada, em Curitiba. O dirigente falou mais de uma vez, assim como o ex-jogador Ronaldo, membro do Comitê Organizador Local, que há um foco maior da Fifa sobre as obras em Curitiba e Cuiabá, que inclusive chegaram a ser paralisadas recentemente por problemas de segurança.

“Eu tenho certeza que os estádios vão estar prontos para a Copa, mas a questão é que precisam cumprir prazos. A questão é quando eles estarão prontos e entregues para que nós possamos instalar os equipamentos que são necessários”, destacou o dirigente da Fifa.

O estádio do Atlético é o mais atrasado entre as sedes escolhidas para o Mundial de 2014. Segundo nota divulgada recentemente, a Baixada possui 79% das suas obras concluídas. Na última quarta-feira, após visita de membros da Fifa na casa rubro-negra, o secretário municipal, Reginaldo Cordeiro, garantiu que o estádio estará pronto em dezembro.

A entrevista desta quinta marcou o encerramento de mais uma passagem de Valcke pelo Brasil. O dirigente passou por Porto Alegre e Cuiabá, duas das sedes da Copa do Mundo, para vistoriar as obras dos estádios, e finalmente pelo Rio, local da reunião do Conselho do Comitê Organizador da Copa e da entrevista coletiva, realizadas nesta quinta. No Mato Grosso, um grupo de trabalhadores da educação e dos Correios invadiu as obras para protestar.