Alviverde ficou no 2 a 2
com o Inter, em Cascavel.

O Coritiba deu um passo importante ontem na preparação para o Campeonato Brasileiro. Ainda sem todos os jogadores à disposição, o time do técnico Paulo Bonamigo mostrou consistência e empatou com o Internacional por 2 a 2 num amistoso realizado em Cascavel. Mesmo com uma temperatura de 5 ºC e com a festa para o campeão gaúcho, o Coritiba não se intimidou e foi para cima e merecia até voltar do oeste paranaense com a vitória na bagagem.

Tocando bem a bola, o time conseguiu abrir o placar com Allan após uma cobrança de escanteio. Ele veio de trás, de surpresa, e conseguiu um bom toque para as redes do goleiro Clêmer. O gol deu mais tranqüilidade para a equipe de Paulo Bonamigo, mais o Inter também mostrou qualidade e conseguiu impor seu futebol.

Equilibrando as jogadas na meia-cancha, os gaúchos chegaram ao empate e ao gol que daria a vitória. O primeiro saiu após o árbitro marcar um pênalti inexistente de Allan sobre Fabiano Costa. O centroavante Fernando Baiano cobrou bem e deixou tudo igual. Logo em seguida, Fabiano Costa aproveitou uma bobeira da zaga para deixar o Colorado na frente. A reação coxa-branca não demorou e Favaro encheu o pé após assistência de Da Silva para decretar o placar final da partida. O gol acabou sendo um prêmio pela excelente atuação do garoto revelado nas categorias de base do Coritiba.

Apesar de alguns erros naturais pelo começo de temporada, Bonamigo não mexeu na equipe e procurou apenas acertar a marcação para a segunda etapa. Enquanto o técnico Guto Ferreira mexia no atacado, Bonamigo preferiu manter a base e garantir o entrosamento da equipe.

A tática deu certo e o time foi para cima. O goleiro Fernando acabou sendo um espectador privilegiado e quase não participou. No ataque, Favaro meteu uma bola na trave e o árbitro mais uma vez errou contra o Alviverde ao não anotar um pênalti em cima de Jabá.

Três novidades desembarcam

O Coritiba apresenta hoje três reforços para o Campeonato Brasileiro. Dois deles já velhos conhecidos do torcedor alviverde: o zagueiro Edinho Baiano e o volante Roberto Brum estão de volta ao Alto da Glória. A maior novidade, no entanto, é o atacante Genílson, que foi artilheiro do Campeonato Paulista deste ano pelo Rio Branco.

O jogador pertence ao Malaga da Espanha e vem por empréstimo até o final do ano. Genílson vem credenciado também pela boa passagem pelo Figueirense, quando foi artilheiro do Campeonato Catarinense de 1999. Dos conhecidos, Edinho retorna ao Alviverde após uma passagem pela Internacional de Limeira no primeiro semestre onde disputou o Paulistão. Já o volante Roberto Brum se desentendeu com os dirigentes do Fluminense e antecipou a sua volta para o Alviverde.

Além dos três, a diretoria ainda promete algumas surpresas. Mais um zagueiro e um atacante são as prioridades e a qualquer momento poderão ser anunciados. Os mais cotados continuam sendo Maxsandro e Flávio para a zaga e Sinval para o ataque.

Os dirigentes também trabalham nas renovações do zagueiro Picolli e do atacante Da Silva. O procurador Paulinho McLarem deve vir a Curitiba para acertar os últimos detalhes do novo contrato do atacante. No caso de Picolli, falta apenas a diretoria dar uma resposta ao jogador que fez a sua proposta. (RS)

Jacob avisou sobre comissão a espanhol

O ex-presidente do Coritiba, João Jacob Mehl, revelou ontem que já tinha avisado que era preciso pagar uma comissão ao empresário espanhol José Martín pela venda do meia Mozart. Foi em sua gestão que se começou a negociação para a venda do jogador ao Flamengo e que rendeu uma punição da Fifa. Ele também criticou um cronista esportivo (o nome não foi revelado) que se intrometeu na transação e que acabou prejudicando o clube, diminuindo o valor da venda.

“Vendemos o Mozart por US$ 7 milhões e um cronista que tinha uma carta para negociar o jogador com o Valencia disse ao Márcio Braga (ex-presidente do Flamengo e inimigo de Edmundo Santos Silva) que ele estaria vendendo o jogador por US$ 3 milhões. O Márcio questionou o pagamento de US$ 7 milhões e se desfez o negócio”, explicou. De acordo com ele, já na gestão de Sérgio Prosdócimo, foi feita uma nova negociação por um valor menor. “Eu avisei que era necessário pagar a comissão para o espanhol”, disparou.

Ele também fez uma mea culpa pela crítica situação financeira pela qual passa o clube. Um dos últimos problemas (entre muitos) enfrentados pelo clube foi a penhora do CT da Graciosa pela falta de depósito do FGTS. “Quase nenhum dirigente lembra de recolher esse dinheiro. Quando sobra algum, o diretor prefere contratar, arrumar o estádio e dar melhores condições de trabalho do que depositar essa quantia”, declarou. (RS)