O Flamengo não vence há cinco jogos e não vai ter seu craque e artilheiro. Mesmo assim existe otimismo na Gávea para o confronto contra o Bahia, neste domingo, às 16 horas, no Engenhão, pela 21.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Sem Ronaldinho Gaúcho, o time rubro-negro quer colocar agosto para trás e iniciar setembro com uma vitória que o recoloque nos trilhos.

A folhinha que se arranca do calendário renova o espírito flamenguista. Em agosto foram apenas duas vitórias, com duas derrotas e três empates: 12 pontos jogados fora que atrapalham a caminhada. Mas a esperança reside no passado. Em 2009, o time sofreu com um agosto de desgosto e reagiu para se sagrar campeão brasileiro pela sexta vez. “É um mês que temos que esquecer porque nossa equipe somou muito pouco. Lamentável para quem quer brigar pelo título. Temos que mudar nossa maneira de jogar, rever nossos conceitos”, declarou Renato.

A realidade é que a maratona de jogos cobrou sua conta. Airton, Luiz Antônio, Alex Silva, David Braz estão de molho no estaleiro. Com Ronaldinho Gaúcho na seleção, o técnico Vanderlei Luxemburgo vai ter de se virar para armar o time e torcer para que os substitutos correspondam em campo. “O Flamengo fica um pouquinho mais fraco”, admitiu Renato.

No entanto, todos os times passam em alguma medida por isso e os desfalques não podem servir para encobrir as falhas da zaga ou a ineficiência dos laterais no ataque. Sempre criticado, algumas vezes sem razão, o atacante Deivid se mostra ciente de que para ser campeão é preciso superar tais períodos. “Desgaste e cansaço iriam acontecer. Mas não é desculpa. Não jogamos bem. Agora temos que levantar a cabeça, sem arrumar culpados”. Junior Cesar e Welinton voltam ao time, depois de cumprirem gancho na derrota para o Avaí, em Florianópolis.