O Flamengo anunciou nesta terça-feira que está fechando as suas equipes de alto rendimento no judô e na ginástica artística, mantendo apenas as categorias de base dessas modalidades. De acordo com o clube da Gávea, apenas esses dois esportes custavam cerca de R$ 2 milhões ao ano, valor que precisava ser coberto pelo futebol e pela parte social.

Este deve ser o último corte em esportes olímpicos realizado pela nova diretoria do clube, encabeçada pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello. Pelo menos até segunda ordem, as equipes de remo, nado sincronizado, polo aquático e de basquete continuam recebendo apoio no Flamengo. A natação, que tinha Cesar Cielo como grande expoente, também já havia perdido sua equipe de alto rendimento.

 

“Infelizmente somos obrigados a suspender temporariamente as equipes de ginástica artística e judô. Tentamos conversar com a prefeitura, com o governo e com o COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Na prefeitura, houve uma discussão sobre o futebol, no governo conseguimos ajuda da Loterj para o basquete, e no COB só nos ofereceram apoio logístico, com centro de treinamento, ajuda em construções para o remo e coisas assim. Mas nenhum dinheiro vivo”, reclamou o vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, Alexandre Póvoa.

 

Entre os atletas que ficam sem clube com a decisão anunciada nesta terça-feira estão Danielle e Diego Hypolito, Pétrix Barbosa, Caio Sousa e Sergio Sasaki, da seleção de ginástica artística, Érika Miranda, Juliene Aryecha, Nacif Elias e Mauro Moura, da seleção de judô. A conta total, porém, chega perto de 30 esportistas que ficarão sem vínculo.

Em nota, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) lamentou a decisão rubro-negra. “Entendemos que o Flamengo tem prioridades e os novos gestores devem focar na melhor maneira de conseguir os objetivos propostos. Entretanto, o histórico de conquista do clube no judô nacional e internacional, incluindo os quatro atletas que integram a seleção brasileira na atualidade, indicam o judô de alto rendimento do Flamengo como uma modalidade relevante para o clube. A Confederação Brasileira de Judô lamenta profundamente a saída do Flamengo do cenário judoísta nacional e internacional.”