A vitória sobre o Bahia foi fundamental para evitar que o Fluminense entrasse na zona de rebaixamento. Mas aquela partida foi em casa, contra um adversário em franca queda. A batalha desta quarta-feira, às 19h30, pela 20.ª rodada, é muito mais complicada para o clube tricolor carioca. Precisa derrotar o Atlético Paranaense, no estádio Durival de Britto, em Curitiba, para se afastar da temida área de corte do Campeonato Brasileiro.

Na abertura do returno, os tricolores terão a missão de impor um revés a uma equipe que não perde há 12 rodadas. Nesse período, os paranaenses escalaram da 18.ª posição para o quarto lugar e se colocaram na luta pelo título nacional. No mesmo espaço de tempo, o Fluminense oscilou sempre nas proximidades da degola.

Para reforçar o time, o técnico Vanderlei Luxemburgo tem à disposição o atacante Rhayner e o zagueiro Leandro Euzébio. O treinador treinou sem a presença da imprensa nos últimos dois dias, mas a expectativa é que ambos retornem à equipe titular. O atacante Rafael Sóbis é uma possibilidade.

Apesar dessas boas notícias, os últimos dias foram tensos nas Laranjeiras. Nesta terça aconteceu a demissão do vice-presidente de futebol Sandro Lima. Ele estava na folha de pagamento da Unimed, patrocinadora do clube. Lima, com cargo político e por força do estatuto, não recebia remuneração do próprio clube. Ele era o número 1 do departamento de futebol.

O presidente Peter Siemsen divulgou nota informando que acumularia o cargo provisoriamente, mas quem de fato assume o comando do departamento de futebol é o diretor executivo (remunerado pelo clube) Rodrigo Caetano. Além disso, os jogadores convivem com salários atrasados há três meses.

Nesse cenário, é até positivo que o time esteja em Curitiba desde a última segunda, fugindo do ambiente político tumultuado das Laranjeiras. No momento, tudo que Vanderlei Luxemburgo precisa é de tranquilidade. Uma derrota pode reaproximar o clube da famigerada zona de rebaixamento.