A Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense pode ganhar mais alguns capítulos. Depois de eliminado no tapetão, cedendo a vaga nas semifinais ao Nacional de Rolândia, o Foz do Iguaçu protocolou recurso contra a perda de seis pontos por escalar um atleta de forma irregular na 6.ª rodada da competição. Junto, o advogado do clube, Domingos Moro, pediu uma liminar de efeito suspensivo para a rodada das semifinais deste fim de semana.

O Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) decretou a perda de pontos da equipe da fronteira pela escalação do jogador Alisson na partida contra o Sport Campo Mourão, tendo em vista que o mesmo tinha recebido o terceiro cartão amarelo e deveria cumprir suspensão automática.

Mas é aí que se encontra o problema. O jogador recebeu o terceiro amarelo na 4.ª rodada do 2.º turno, na vitória do Foz diante do Iguaçu/Agex. A partida seguinte foi contra o São José, que havia desistido da competição. A Federação Paranaense de Futebol (FPF) admitiu o placar de 1 x 0 em favor da equipe da fronteira e somou os três pontos.

“Se foram computados os pontos, é considerado WO. E uma Resolução de Diretoria da CBF (RDI), de 2004, diz que as partidas que forem consideradas como WO podem ser válidas para o cumprimento da suspensão. Ou seja, o Alisson cumpriu à automática e estava apto a entrar em campo diante do Campo Mourão. Não tem irregularidade”, explica Domingos Moro.

A argumentação de defesa do Foz do Iguaçu se baseia na RDI n.º 05/2004 da CBF. São 19 páginas defendendo o fato de que o atleta estava em condições de entrar em campo e já havia cumprido a suspensão.

Junto com o recurso do caso, o advogado Domingos Moro protocolou mais um pedido, para o caso de o efeito suspensivo das partidas não ser aceito pelo TJD-PR.

“Nós fizemos um segundo recurso, já pedindo que caso o Foz do Iguaçu vença o processo lá na frente, esses jogos (Londrina x Nacional e Toledo x Grêmio Metropolitano Maringá) que já tenham sido realizados sejam repetidos. Mas estamos confiantes que será deferido o nosso pedido e os jogos não acontecerão”, afirma o advogado de defesa do Foz.

Durante a semana, o presidente do TJD-PR, Peterson Morosko, confirmou que a competição corre risco de ser paralisada. Na tarde de ontem, a Tribuna entrou em contato com dirigentes da FPF para saber que precauções estão sendo tomadas, além de uma opinião sobre uma possível dupla interpretação do regulamento. No entanto, a entidade manteve o silêncio, alegando reuniões e não se manifestou.