A Federação Paranaense de Futebol convocou para o próximo dia 16 de fevereiro o Conselho Arbitral da Divisão de Acesso. A competição terá – ao menos na teoria -dez clubes. O Grecal, de Campo Largo, deverá ocupar a vaga do Agex, de União da Vitória, que pediu licenciamento por dois anos dos torneios promovidos pela FPF. Com início estimado para 1.º de maio, a competição teria duração de três meses.

O Paraná Clube mantém a posição de exigir o intervalo mínimo de 66 horas entre os jogos, sejam eles do Paranaense ou da Série B do Brasileiro, que tem início previsto para o dia 19 de maio. “Iremos até a última instância possível para defender nossos direitos”, avisou o presidente Rubens Bohlen. “Não teremos duas equipes e os regulamentos gerais da CBF e da federação são claros no sentido de que não se atue em intervalos inferiores a 66 horas”.

Sobre o tema, o vice presidente da FPF, Amilton Stival, tem uma leitura diferente. “O Campeonato Paranaense é regido pelas normas da Federação e não da CBF. Cabe ao Paraná ter um elenco capaz de atender às duas competições”, disse Stival, defendendo a tese de que o Tricolor pode jogar, por exemplo, numa terça pela Série B e já no dia seguinte pelo Estadual.

O Paraná Clube deverá, desde já, articular medidas jurídicas no sentido de obrigar a Federação a respeitar esse intervalo entre as partidas. “Tentamos, quando conversamos com os demais clubes da Segundona, alertar para essa questão, visando apenas o bem do futebol paranaense. Infelizmente, não fomos entendidos”, lamentou Rubens Bohlen. Para começar no dia 1.º de maio, a FPF, após o arbitral, terá duas semanas para divulgar a tabela. Porém, assim que a CBF elaborar a tabela da Série B, datas conflitantes serão inevitáveis. “Há quatro anos nosso calendário é assim. A Segunda Divisão é disputada entre maio e agosto e a Terceira entre setembro e novembro. Não iríamos mudar a regra do jogo só porque o Paraná caiu”, disparou Stival.