Com a dupla Atletiba, o contraste entre público e campanha também aparece. Apesar de ser o finalista da competição, o Furacão tem, em média, mais de três mil torcedores a menos que o Coxa. No entanto, para esta diferença, existem duas explicações.

A primeira é a questão de número de jogos. Eliminado na segunda fase, o Alviverde disputou apenas uma partida no Couto Pereira – na primeira fase venceu o Sousa-PB por 3 x 0 fora de casa e avançou sem precisar do jogo de volta -, quando derrotou o Nacional-AM por 1 x 0, mas foi eliminado por ter sido goleado fora de casa por 4 x 1. Na ocasião, 12.917 coxas-brancas foram ao estádio. Já o Rubro-Negro atuou cinco vezes como mandante – apenas contra o América-RN, na segunda fase, não atuou em casa, pois venceu por 6 x 2 no Rio Grande do Norte.

Allan Costa Pinto
Torcida alviverde só teve um jogo em casa, mas, na média, tá na frente.

A outra é justamente a questão do tamanho do estádio. Enquanto o Couto tem uma capacidade para 32 mil lugares, o Atlético atuou no Ecoestádio, cuja capacidade era para quase 7 mil torcedores, contra o Brasil-RS, e somente a partir da terceira fase passou a jogar na Vila Capanema, que comporta aproximadamente 17 mil pessoas, onde enfrentou Paysandu, Palmeiras, Internacional e Grêmio. À medida que o clube foi avançando na tabela, o público foi crescendo também. Mas apenas na semifinal, diante do tricolor gaúcho, o Furacão levou em um jogo mais torcedores do que o rival – com 15.162 atleticanos na Vila. Nas outras partidas foram 5.458 contra o Brasil-RS, 4.946 diante do Papão da Curuzu, 10.789 contra o alviverde paulista e 12.629 no confronto com o Colorado.

Por isso, a média do Furacão é de 9.797 torcedores por jogo – a 11.ª melhor entre os 19 clubes da Série A que disputaram a Copa do Brasil. Como a expectativa é de casa cheia na quarta-feira, no primeiro jogo da final contra o Flamengo, este número certamente irá melhorar.