Ex-campeão mundial dos pesos pesados, Tyson Fury aceitou uma suspensão retroativa de dois anos por doping, em acordo fechado com a Agência Britânica Antidoping (UKAD, na sigla em inglês), que retirou as acusações contra ele, o que abre caminho para a recuperação da sua licença para lutar.

Fury e seu primo, Hughie, apresentaram níveis elevados de nandrolona nas amostras antidoping fornecidas após as lutas em fevereiro de 2015, disse a UKAD. As suspensões foram definidas como valendo a partir de 13 de dezembro de 2015 e expiraram na meia-noite desta terça-feira.

Ambos os boxeadores disseram que “nunca cometeram deliberadamente ou não qualquer violação das regras antidoping”. “Hughie e eu mantivemos nossa inocência desde o primeiro dia”, disse Tyson Fury em um comunicado divulgado por seu promotor, “e agora estamos felizes por ter finalmente chegado a uma solução com a UKAD e que podemos seguir em frente sabendo que não vamos ser rotulados como trapaceadores com substâncias proibidas. Posso agora colocar o pesadelo dos últimos dois anos no passado”.

Tyson Fury agora precisa recuperar a sua licença para lutar, que foi suspensa no ano passado por outros incidentes em razão de incidentes separados por consumo de drogas ilegais, o que foi admitido por ele.

Ele não luta desde novembro de 2015, quando venceu Wladimir Klitschko para assegurar os cinturões da Associação Mundial de Boxe, da Federação Internacional de Boxe e da Organização Mundial de Boxe em novembro. Esses títulos ficaram vacantes quando ele teve sua licença suspensa.

Esse resultado não foi anulado pela UKAD, que apontou que o britânico não cometeu violações antidoping desde fevereiro de 2015. Além disso, uma acusação contra Fury por não ter fornecido amostra antidoping em setembro de 2016 também foi retirada.