Conhecidos na Grande Curitiba, os mais de mil craques que participam da 2.ª Copa Tribuna de Futebol Society vivem uma rotina puxada de treinamentos em todas as centenas de escolinhas de futebol da cidade.

Exemplo disso, a Tcheco Mania de Bola – escola dirigida pelo pai do jogador Tcheco (Grêmio), que idealizou o torneio curitibano – conta com um time de profissionais capacitados que não dá moleza aos mais de 100 alunos que treinam três vezes por semana.

Coordenador da escola, Gabardo, que tem uma experiência de mais de 20 anos com futebol, com passagem pelo Paraná Clube, onde treinou craques como Tcheco, Ricardinho (hoje na Catar), Paulo Rink (ídolo do Atlético) quando eles ainda nem eram promessas, contou ao Paraná-Online sobre os desafios de atuar numa área com crianças e jovens que sonham brilhar nos gramados de campos de futebol de times profissionais.

Para Gabardo, antes de tudo, é preciso formar um cidadão, depois o atleta. “Deixamos claro aos pais que, se o filho tiver potencial, nós vamos encaminhar ele para fazer um teste em um clube profissional. Mas, é preciso conscientizar os futuros atletas que às vezes o futebol é muito ingrato”, revelou o técnico, que disse dar exemplos da carreira de craques como Cafu, que foi reprovado em mais de 20 testes no São Paulo, mas chegou à glória devido à sua persistência.

Suando a camisa

Nos treinos diários com os pequenos craques da Copa Tribuna de Futebol Society, Gabardo falou que é preciso realizar atividades direcionadas a cada uma das seis categorias do campeonato.

“Com os menores (sub-7 e 9) trabalhamos mais a parte de fundamentos do futebol, com brincadeiras que ensinam como se livrar do marcador, por exemplo. Já a partir da categoria sub-11, os treinos são técnicos, físicos e táticos para adquirir maior resistência”, contou ele.

Como nem tudo são flores, Gabardo destacou a importância de uma boa conversa. “No final dos treinos, procuramos os jogadores e damos um feedback coletivo de tudo o que trabalhamos no dia, destacando os pontos positivos e negativos de cada um”, disse.

Depois de tanto esforço nos treinamentos, é hora de ir pro jogo, onde a cobrança continua. Ou melhor, é ainda mais puxada. Para conquistar as vitórias os jogadores suam a camisa e se desgastam dentro de quadra, enquanto os técnicos suam do lado de fora e, muitas vezes, acabam sem voz para comemorar.